A volta do El Bulli
Depois da última Valsa, quando fechou em 2011, e algum ensaio, o Museu do Restaurante EL Bulli, com o nome de El Bulli 1846 - Comer conhecimento - abre suas portas!

Por Patricia Schmidt Boujadi
As entradas estão disponíveis na web e há algunas formas de chegar ate lá; de carro, diretamente até o recinto ou com um mini ônibus do próprio local, ou de trem para disfrutar da beleza natural de Cap de Creus, onde está localizado o restaurante. A entrada custa 27,50 Euros e é uma experiência verdadeira, onde há entretenimento por aproximadamente 2 horas e meia.
E, o melhor, ao ritmo do visitante, que de forma Independente e em seu tempo, se desloca com um áudio-guia do aplicativo pelas 69 instalações oferecidas.

Na parte externa se concentram os temas da tecnologia e inovação na gastronomia. Esculturas brancas dos “bullinianos” são o fundo para placas de vidro com o nome de todas as equipes do Restaurante até o fechamento em 2011, ou como explica o próprio Adrià, homenagear a todos que trabalharam nas equipes de sala ou cozinha.
Na entrada do Restaurante e caminho a cozinha, é o espaço dedicada a todo o exercício da criatividade, desenvolvimento e apresentação dos pratos. E alguns destes 1846 pratos ou elaborações estão expostas exatamente como chegavam a mesa, permeadas pela história do restaurante, com uma timeline de todos os anos desde 1961. Como funcionava o controle de qualidade e elementos curiosos, como os livros de reservas, ferramentas e anotações. Todos os recursos para que se compreenda porque foi um restaurante que mudou o paradigma da gastronomia mundial, o método Sapiens que plasma a primeira enciclopédia gastronômica ocidental, a Bullipedia, e os futuros projetos da Fundação El Bulli.

A sala do Restaurante esta intacta como se o momento estivesse congelado, mesmos móveis, toalhas de mesa e cristais. A ideia é que esta atmosfera possa ser sentida pelos visitantes (e é verdade que sim) de como era sentar-se a comer no El Bulli. Uma projeção explica o serviço de uma refeição em números; de passos, talheres, taças, a coreografia da cozinha e sala. A mesma disposição dos talheres e copos, e sobre as diferentes mesas os maiores “hits” da história desta que foi a Meca gastronômica por tantos anos. Como a sopa de letras (2002): o bolo de aniversário sorpresa, desenvolvido em conjunto com Christian Escriba; o canapé de aspargo branco, misso e nozes (2008), a carta de vinhos, e as tão famosas “ esferificações” de azeitona ou ervilha, que fizeram parte da Revolução Gastronômica, que deixou, naquele momento, a nouvelle cuisine francesa, para trás.
Uma vitrine reúne elementos da noite do fechamento, onde também está o famoso bolo do cachorro, símbolo do restaurante, que fiz junto com Christian Escribà, com seus caramelos e as minhas flores de açúcar, “ hiper-realistas” como diz Ferran.

Ademais, há uma parte que trata das sinergias da gastronomia com as demais disciplinas, como a arte, desenho e ciência e também a influência e importância da gastronomia japonesa na história do El Bulli.
E, para terminar, o DNA El Bulli, onde se percorre todos os projetos e Labs desenvolvidos até o dia de hoje, uma loja com livros, camisetas e alguns objetos e uma máquina de vendas para comer algo. Sim, aí se vai para comer Conhecimento (e muito)
Mas atenção!! Estará aberto apenas de junho a setembro, no resto do ano, estarão trabalhando na metodologia sapiens de maneira holística com a participação de equipes multidisciplinares.
Não são aceitos grupos maiores que 9 pessoas, nem jovens menores de 16 anos desacompanhadas de um adulto.




