Aí tem truta? Não, tem salmão.
Brasil e Noruega se aproximam com novo acordo comercial entre Mercosul e EFTA.
“Vocês querem bacalhau?” quem viveu os anos 1980 lembra bem do bordão de Chacrinha em seu programa de auditório Cassino do Chacrinha. Hoje, a resposta seria: “Queremos bacalhau… e salmão!” E não é só brincadeira. Noruega e Brasil acabam de dar um passo importante para que mais ingredientes nórdicos cheguem à mesa dos brasileiros.
Foi assinado o novo acordo comercial entre o Mercosul (Mercado Comum do Sul), que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e a EFTA (European Free Trade Association), formada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O Brasil, que já é o segundo maior importador de bacalhau da Noruega, com a aquisição de 15.600 toneladas em 2024, deve ampliar sua participação na balança comercial e aumentar a importação de novos produtos.
O acordo prevê a redução de tarifas e barreiras para diversos itens, entre eles salmão, chocolate, carnes e mel. O objetivo prático é garantir mais produtos importados de boa qualidade por um preço mais justo aos envolvidos. O salmão norueguês, considerado um dos melhores do mundo, deve chegar às cozinhas brasileiras com mais facilidade.
Para celebrar a parceria e demonstrar a qualidade e versatilidade do peixe nórdico, a ministra do Comércio e Indústria da Noruega, Cecilie Myrseth, veio ao Brasil e colocou, literalmente, a mão no peixe. Ao lado do chef Elia Schramm, preparou um tartare de salmão com maçã verde, ovas de salmão, aneto e coalhada.
“O salmão da Noruega é cultivado em águas geladas e límpidas, com respeito ao espaço e à alimentação do peixe. É rico em proteína, vitaminas A, D, B12, ômega-3 e minerais. É versátil: fica ótimo cru, defumado, assado, grelhado ou cozido”, disse a ministra.
Além de cozinhar para o público, Cecilie não parou por aí: deu uma aula ao servir pessoalmente os convidados e conquistou a todos com sua simpatia e empenho, mostrando que entende de comércio, diplomacia e gastronomia.
Nós, brasileiros, queremos não só o salmão norueguês, queremos também que o exemplo e a dedicação de Cecilie sirvam de inspiração aos nossos políticos, que infelizmente costumam ser esnobes. Será que nossas autoridades poderiam se inspirar um pouco mais nesse estilo acessível e engajado?



