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Amelia e operações do novo Sofitel Ipanema ampliam a oferta de restaurantes em hoteis no Rio

Novidade no hotel Janeiro, no Leblon, abriu as portas em junho; lançamento no bairro vizinho terá Lasai e Rivage, entre outros atrativos; em breve, Cipriani, com outro nome, estará de volta

Foi-se o tempo em que os restaurantes de hotéis no Brasil, tirando uma exceção ou outra, só ficavam cheios no café da manhã. No almoço e no jantar, via de regra, mantinham-se às moscas — para o azar dos empreendedores envolvidos e dos hóspedes que se viam obrigados a comer com mesas vazias ao redor. Não mais. De uns anos para cá, surgiram vários exemplos de hotéis que conseguiram a proeza de fazer com que seus restaurantes e bares ganhassem vida própria — leia-se, passaram a atrair um número considerável de não hóspedes. 

É o objetivo do hotel Janeiro, no Leblon, com o novíssimo Amelia. Inaugurado no final de junho, o restaurante encontra-se no segundo andar do empreendimento que tem o estilista Oskar Metsavaht entre os sócios. “Ainda existe a percepção de que restaurantes de hotel são voltados apenas para os turistas, e queremos justamente quebrar esse paradigma”, diz Caetana Metsavaht, que exerce o cargo de diretora de marca do Janeiro (sucessor do Marina). 

Parece que está dando certo — o público externo está crescendo. “Na hotelaria, a gastronomia é parte fundamental”, defende Caetana. “É por meio dela que conseguimos expressar a identidade do Janeiro, nosso conceito de hospitalidade e a forma como recebemos as pessoas. Ao mesmo tempo, o restaurante aproxima o hotel da cidade. Ele permite que pessoas que não estão hospedadas conheçam o Janeiro por meio da gastronomia, criando uma relação com a marca que vai além da hospedagem”. 

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O menu degustação do Amelia custa R$ 380 por pessoa e inclui amuse-bouche, entrada, prato principal e sobremesa. Foto: Divulgação.
O menu degustação do Amelia custa R$ 380 por pessoa e inclui amuse-bouche, entrada, prato principal e sobremesa. Foto: Divulgação.

O Amelia funciona só à noite com menu degustação. Custa R$ 380 por pessoa e inclui amuse-bouche, entrada, prato principal e sobremesa. Há mais de uma opção para cada etapa e a escolha fica a cargo da clientela. De entrada, por exemplo, há pastel de stracciatella com tartar de atum e filé mignon ou alho poró assado com tzatziki e tomate seco, entre outras alternativas. O papardelle com morilles e a coteleta de porco à milanesa (com creme de alcachofra e salada de funcho com maçã verde) são alguns dos pratos principais. 

O Amelia é o mais novo representante de um segmento que ganhou força no Rio de Janeiro nos últimos anos. “Toda grande metrópole costuma ter uma oferta vasta de restaurantes vibrantes dentro de hoteis e na nossa cidade, hoje em dia, não é diferente”, observa Mariana Rezende, vice-presidente de comunicação do SindRio, o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro, e sócia do Bar da Frente. “Os hotéis oferecem segurança, prestígio e alguma clientela para as operações do tipo. Para os empreendedores interessados em montar um restaurante do gênero, convém lembrar que é um tipo de negócio que demanda investimentos altos, pois os padrões exigidos pela hotelaria são elevados”.  

Há mais de uma opção para cada etapa e a escolha fica a cargo da clientela. Foto: Divulgação.
Há mais de uma opção para cada etapa e a escolha fica a cargo da clientela. Foto: Divulgação.

A decisão do chef Rafa Costa de transferir o Lasai do Humaitá para o Sofitel Ipanema, cuja inauguração está prevista para o final do ano, colocou esse segmento ainda mais em evidência. O empreendimento, que tem duas estrelas Michelin e figura, atualmente, em 28° no ranking dos melhores restaurantes do mundo, vai se instalar no 21° andar. O novo Lasai deverá abrir as portas na mesma época da retomada de outro célebre representante da categoria, o Cipriani, no Copacabana Palace. O italiano, comandado pelo chef Nello Cassese, está em reforma desde abril de 2025, assim como o Anexo do hotel, e deverá reabrir com novo nome. 

O Sofitel Ipanema promete voltar à ativa com uma porção de restaurantes. No térreo, voltado para a calçada, funcionará o Soulto. O Rivage, o restaurante principal, onde será servido o café da manhã, está sendo instalado no 22° piso. O bar-restaurante situado no 23° andar, o mesmo da piscina, foi batizado de Kosta. 

Exemplos de outros restaurantes vibrantes situados em hotéis não faltam. É o caso do Marine Restô, no Fairmont Rio de Janeiro, em Copacabana. Sob o comando do chef-executivo Jérôme Dardillac, promove jantares que lembram uma grande festa. No térreo do hotel Arpoador, o Arp não fica muito atrás. Bem mais formal, o Gero, ao lado da recepção do Fasano de Ipanema, também vive cheio e satisfaz a clientela do começo ao fim da visita com uma energia acolhedora, além de pratos e serviço impecáveis.

@janeirohotel
@sofitelipanema

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