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Bodega Pepito: a nova aventura de Oscar Bosch

Um bar-restaurante que mistura bodega espanhola, boteco brasileiro e a liberdade criativa do chef catalão

Pinheiros ganha um novo ponto de encontro – leve, ruidoso na medida certa e cheio de personalidade – com a chegada da Bodega Pepito, o mais recente projeto do chef Oscar Bosch. Catalão de alma mediterrânea e coração já bastante paulistano, Bosch inaugura um espaço que não pretende seguir regras, mas criar as suas próprias. É dali que nasce o conceito de “cozinha inquieta”, fio condutor de um menu que passeia por tradições ibéricas, referências globais e memórias afetivas traduzidas em pequenos gestos.

Nada na casa é protocolar. O salão se abre para a rua por janelões que ampliam o movimento da calçada, o ladrilho hidráulico encontra madeira quente, e o balcão — longo, generoso, pulsante — pauta o tom descontraído do lugar. É um bistrô-bodega-boteco que não se define, e justamente aí reside seu charme.

Bodega Pepito / Foto: Rodolfo Regini

No cardápio, a diversão começa pelas Bodegagens, seis criações que inauguram o repertório de Bosch na Pepito. O Tataki de torresmo com chutney de abacaxi (R$ 35) brinca com texturas e memórias, enquanto a Empanada de língua com cebola caramelizada e cerveja preta (R$ 20) resgata sabores de infância do chef. A Croqueta Forrest Duck (R$ 24), de pato com mayo de tucupi, é a síntese do encontro entre Espanha e Brasil — um clássico ibérico vestido de floresta amazônica.

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Os bocados servidos em dupla seguem a mesma energia: o Ebi Sando (R$ 59), um burger de camarão com pimenta de cheiro e furikake, e a Choribao (R$ 40), com chistorra, chipotle e picles, evocam um mundo que cabe em duas mordidas. Nos Yaki-pintxos, Bosch flerta com o Oriente e o Mediterrâneo ao mesmo tempo: a Kafta de cordeiro (R$ 47), o Milfolhas de cupim com espuma de mandioquinha e pico de gallo (R$ 47) e o Surf and Turf de polvo e panceta com gochujang (R$ 52) dão o tom dessa travessia.

Bodega Pepito / Foto: Rodolfo Regini

Para compartilhar, a Tortilla de batata vem coroada por allioli e cecina de wagyu (R$ 55), enquanto o Crudo de atum com leche de tigre de milho (R$ 79) traduz leveza e brilho. Entre os principais, a Fregola moquecada com polvo na plancha e moqueca de camarão (R$ 129) é puro abraço, e o Arroz de pato com chorizo (R$ 230) entrega a alma mediterrânea do chef com sotaque brasileiro. Para terminar, um flan de queijo com doce de leite (R$ 35) e o tirami-churros (R$ 44) que brinca com café e mascarpone — final feliz sem complicação.

A carta de bebidas segue o mesmo espírito livre, com coquetéis clássicos, autorais, vinhos que priorizam brancos e um vermute de produção própria, detalhe que resume o espírito da casa: artesanal, curioso, sem medo de experimentar.

Bodega Pepito
Rua dos Pinheiros, 320, Pinheiros, São Paulo
Horário de funcionamento: terça a quinta, das 12h às 15h e das 17h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 18h
@bodega_pepito

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Horst Kissmann

Editor de Vinhos e Bebidas || @kissmann

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