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Conheça a história dos vinhos portugueses do Tejo

Dentre as mais tradicionais regiões vitivinícolas de Portugal, nenhuma tem uma história tão longa e atribulada quanto a que margeia a parcela final do Tejo

Dentre as mais tradicionais regiões vitivinícolas de Portugal, nenhuma tem uma história tão longa e atribulada quanto a que margeia a parcela final do Tejo antes de seu deságue no estuário que banha Lisboa. Embora existam indícios da presença de vinhas na região desde 2000 a.C., a parcela portuguesa dessa história começa com a tomada da cidade de Santarém. Tudo sob o comando de Alfonso Henrique, primeiro rei de Portugal, em 15 de março de 1147, sete meses antes do sítio de Lisboa; as duas batalhas cruciais da Reconquista.

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A partir daí, os registros históricos confirmam a qualidade da produção de vinho na região. Em 1170, o próprio Alfonso Henrique menciona a produção e exportação de vinhos da cidade de Cartaxo, uma das 21 municipalidades que compõem a região hoje. Nos séculos XIV e XV, a produção de vinho foi protegida e incentivada por diferentes monarcas. Por exemplo Dom Dinis isentou os agricultores de Cartaxo de impostos se plantassem videiras, em 1320.

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Mas a história da vitivinicultura na região do Tejo (antigamente conhecida como Ribatejo) também tem seus pontos baixos. Como a ordem do Marquês de Pombal para que se desfizessem das videiras à beira do Tejo, em 1765, uma medida protecionista aos vinhos do Dão, de sua preferência; bem como a praga de filoxera que se espalhou pelo país a partir de 1865. Além disso, houve a política de proibição da plantação de vinhas em 1932 pela ditadura salazarista, que almejava a autossuficiência de trigo em detrimento dos vinhos.

Em 1989, a região do Ribatejo recebeu seis indicações de proveniência regulamentada. Foram elas: Cartaxo, Santarém, Almerim, Coruche, Tomar e Chamusca, que a grosso modo representam as fronteiras da região. Já em 1997, foi criada a Comissão Vitivinícola Regional do Ribatejo; a qual se sucede a constituição por lei da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo, em 2009.

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