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Brasil, um banquete de culturas alimentares e diversidade de sabores

A última grande fronteira de descobertas e aventuras para os foodies profissionais e diletantes que têm no Brasil a maior diversidade de ingredientes e culturas alimentares do planeta a serviço do desenvolvimento do turismo gastronômico mundial e dos paladares mais exigentes

Por Bruno Lazaretti, Georges Schnyder e Embratur, publicada em 30 de outubro de 2023

O Brasil é um colosso de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, uma massa de terra que ocupa a maior parte da América do Sul, sexto maior país do mundo e o maior estado-nação do hemisfério Sul. Sua vastidão continental é agraciada por uma natureza de variedade ímpar: o Brasil é o país mais biodiverso do mundo, lar para o maior número de espécies de plantas, peixes de água doce e mamíferos do planeta. Desse caleidoscópio natural de seres e frutos despertam as cores, cheiros e sabores que colocam à mesa do país e do mundo. É na paisagem e na natureza que principia a riqueza do gosto; trabalhada pela inventividade dos povos, vira uma expressão única da mais humana elementar, a culinária.

O IBGE identifica seis biomas terrestres no país, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa, além de um bioma marítimo que banha uma costa de 7491 quilômetros. Tamanha riqueza é aproveitada, em termos gerais, com crescente respeito, reverência e inteligência: o Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo, está entre os 10 países que mais investem em pesquisa científica e 58% do território é coberto por florestas. Entre os atores de aproveitamento produtivo da terra, agências de desenvolvimento e órgãos governamentais, há um consenso de que a conservação ambiental e a exploração dos recursos naturais são mutuamente inclusivas e interdependentes; a riqueza econômica só é possível se a riqueza ecológica for salvaguardada.

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Foto: Ricado D'Angelo

Mas o que destaca o país entre os territórios mega diversos é, de fato, a exuberância de suas cores, aromas, texturas e sabores. Sim, as commodities agropecuárias que o Brasil produz em quantidades estoicas faz parte desse belo quadro: o país figura entre os maiores produtores de cana-de-açúcar, laranjas, café, frango, carne bovina, milho, mandioca, soja, banana, coco, mamão, abacaxi, limão, melancia, leite de vaca, cerveja, tabaco, algodão, cacau. Mas é sobretudo pela sua diversidade que o país exerce um fascínio incessante. De plantas, animais, pessoas, culturas, histórias, povos, manifestações artísticas, feitos da indústria, engenharia, ciência. O homem que inventou o voo é brasileiro, e se chamava Santos-Dumont. A mulher que aplicou a fixação de nitrogênio na agricultura é brasileira, e se chamava Johanna Döbereiner. Este é um país movido pela inacabável variedade. É um país que conserva um eterno sentimento de descoberta.

Foto: Ricado D'Angelo

 


Amazônia

Foto: Imagem de vecstock no Freepik

 Ocupando 49,29% do território nacional, o maior bioma do país é também o mais preservado, e sua extensão abrange os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins. A floresta tropical que compõe a maior parte do bioma é o habitat natural de 30 mil espécies de plantas e exerce um papel fundamental no equilíbrio climático mundial, produzindo oxigênio, absorvendo e fixando dióxido de carbono e originando rios atmosféricos que transportam a água que eventualmente se precipita pelo restante do país e da América do Sul.

É difícil estimar o tesouro que a Amazônia significa enquanto reduto de biodiversidade e bastião cultural de comunidades ribeirinhas e indígenas, que encontram na produção e extração sustentável de produtos animais e vegetais da área uma aliança importante entre autossustento e preservação ambiental. As terras indígenas da Amazônia Legal somam 424 áreas e ocupam 23% do território do bioma, o que representa 98,5% da extensão territorial reservada para os povos nativos do país. A isso somam-se 119 unidades de conservação federais no bioma.

Dentre os produtos preciosos vegetais da Amazônia se destacam andiroba, pupunha, açaí, seringueira, mogno, cedro, sumaúma, castanheiro-do-pará, guaraná, cavalinha, baunilha, murumuru, maracujá, cacau, cupuaçu e cajá, que compõem um repertório único para as indústrias cosmética, alimentícia, farmacêutica e de movelaria. Os produtos animais com maior relevância internacional são os peixes ornamentais, como neons, limpa-vidros e rosáceos, extraídos do Rio Amazonas e exportados a países como Japão, EUA e Alemanha. Desde 2015, os peixes com alto potencial gastronômico, como pirarucu, tambaqui, e pirapitinga, também passaram a ser explorados comercialmente, inclusive para o mercado internacional.

Onde a mancha verde toca, floresce uma culinária com raízes indígenas marcadas. O caldo de tambaqui, assim como o tacacá, é feito com goma de mandioca, o tucupi, e jambu, uma erva local que adormece a língua. As tapiocas dos estados do Norte frequentemente são recheadas com a polpa dos coquinhos da palmeira Astrocaryum aculeatum, o tucumã. No Acre, as sobremesas recebem o ar das graças da torta de cupuaçu. Em Roraima, a damurida, espécie de caldo de peixe com tucupi branco e tucupi preto, só é considerado típico se for preparado em panelas de barro moldadas por indígenas, e se for servido com um molho intimidador das pimentas murupi, malagueta, olho de peixe e canaimé.

O sudoeste amazônico é o berço original da mandioca, Manihot esculenta. Foram os nativos daqui que começaram a cultivar o tubérculo e espalhá-lo pelo país e por demais territórios da América. Vários pratos típicos com mandioca, como o tacacá, a mojica, e o beiju nasceram através de anos de manipulação pelos povos indígenas. Os omáguas, do Alto Amazonas, colhiam a mandioca e depois a enterravam outra vez, permitindo um processo de fermentação que a torna comestível. Os crixanás, de Roraima, faziam o chamado pão de mandioca, assado no moqueador e depois comido dissolvido em água. Parecido com o pão de guerra dos índios de Itacoatiara, no Amazonas, só que este torna-se esverdeado pela presença de fungos e algas que se desenvolvem na massa após armazenamento. Já os tucanos, no Noroeste, cozinham a tapioca até formar um mingau, consumido pela manhã. Na última fronteira amazônica no Maranhão, é possível apreciar o paparuto, espécie de rosti de mandioca e carne assado em forno subterrâneo entre folhas de bananeiras e pedras quentes.

 

Cerrado

Árvore de pequi | Foto: Divulgação

O bioma representa 22% do território nacional e abrange os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além de encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Frequentemente apelidado de “caixa d’água do país”, o bioma abarca as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul: Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata. É um bioma fundamental para a vida de insetos polinizadores, cujo declínio populacional tem alarmado o mundo: 13% das borboletas e 35% das abelhas dos trópicos têm no cerrado o seu lar. A simbiose entre populações locais e a fauna e flora do bioma é um exemplo de sustentabilidade adquirida com a passagem do tempo e transmissão de conhecimento entre gerações. Etnias indígenas, quilombolas, ribeirinhos, geraizeiros, babaçueiras e vazanteiros têm encontrado há décadas e em alguns casos séculos o próprio sustento no convívio com a natureza dessa “savana rica”. Mais de 220 espécies de plantas têm uso medicinal e 416 desempenham papel de recuperação de solos degradados13. Dos frutos endêmicos do Cerrado, são notáveis na indústria alimentícia e cosmética o pequi, o buriti, a mangaba, a cagaita, o bacupari, o cajuzinho do cerrado, o araticum e o barú.

O Cerrado também é notável por sua produção agropecuária, em especial a criação de carne bovina e cultivo da soja. Embora o desenvolvimento dessas culturas tenha sim ocorrido de forma míope em grande parte do século 20, iniciativas de instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Embrapa, Ministério da Agricultura e Banco Mundial têm migrado o sistema de produção agropecuária ao modelo sustentável, especificamente, no bioma, com a adoção do sistema ILPF – Integração Lavoura, Pecuária, Floresta. A compreensão é que o modelo sustentável é a única estratégia viável a longo prazo, já que evita a degradação das condições naturais, geológicas e hídricas que tornam o cerrado tão único.

Chapada dos Veadeiros | Foto: Divulgação

A variedade de frutas, plantas e temperos enriquecem as culinárias do norte do Maranhão ao nordeste do Paraná, do oeste do Mato Grosso ao oeste da Bahia. Nessas paragens encontra-se frango caipira com mangarito, um tubérculo nativo do bioma; arroz com pequi; doces com baunilha-do-cerrado; bolo, pão e manteiga de jatobá; moqueca de bode com feijão verde e biri-biri; filé mignon com crosta de baru; salada de guariroba; doce de cajuí.

Na Mata | Foto: Ricado D'Angelo

Na culinária típica do cerrado, a mandioca, cozida ou frita, é um acompanhamento recorrente em pratos variados. A mojica de pintado mato-grossense, uma caldeirada de peixe com mandioca, tem origem nativa e seu nome significa, literalmente, “o que veio do rio com mandioca”. Também de Cuiabá, o bolo de arroz cuiabano leva quase a mesma quantidade de mandioca ralada crua que do grão. A farinha de mandioca aparece em peso na culinária do Cerrado: na paçoca de carne de sol, onipresente por toda a extensão do bioma; como acompanhamento do chambari de Tocantins; na base do mané pelado, de Goiás; no tutu à mineira; entra no biscoito frito de tapioca pomba de maroto, no oeste baiano; e na paçoca de buriti, típica também do sertão do Piauí.

 

Caatinga

Morro do Pai Inacio | Foto: divulgação

Único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga forma o coração do nordeste brasileiro, englobando os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Trata-se de uma paisagem única no mundo, com 318 espécies vegetais e 327 animais endêmicas da região.

O clima da Caatinga recorre em secas prolongadas, o que limita o seu potencial agropecuário tradicional. Por outro lado, as espécies adaptadas ao semiárido apresentam características únicas que permitem a sua sobrevivência e se revelam providenciais para a alimentação de rebanhos de ovinos e caprinos na região. É o caso de leguminosas como gliricídia, leucena, sabiá e catingueira; gramíneas como os capins buffel, gramão, massai, tanzânia; cactáceas como xique-xique, mandacaru e palma forrageira. A faveleira, uma planta endêmica onipresente na caatinga, tem sido estudada como o segredo por trás da alta qualidade da carne de cordeiro na região dos Inhamuns, no Ceará.

Três espécies vegetais endêmicas da Caatinga possuem alto potencial para as indústrias cosmética, farmacêutica, química e alimentícia: a carnaúba, o umbuzeiro e o licuri. Da carnaúba se extrai uma cera altamente valorizada pela alta resistência, insolubilidade e temperatura de derretimento. O umbuzeiro produz um fruto rico em vitamina C e com um sabor azedo estimulante e palatável, uma verdadeira iguaria da caatinga. O licuri, espécie de palmeira, produz coquinhos cujo endocarpo pode ser consumido (in natura ou torrado) ou, prensado a frio, usado para se extrair o óleo de licuri, com alto potencial para a formulação de cosméticos e uso na indústria alimentícia.

Foto: divulgação

A culinária da Caatinga é uma cozinha de aproveitamento, levando o que há do bioma ao prato. É o caso do doce de coroa de frade, um cacto local, e do cari, um peixe do Rio São Francisco, com mandacaru. Também recebe influência da culinária dos vaqueiros, o que explica a preponderância por carne bovina e peixes curados no sal ou ao sol.

Uma sub-região notável dentro do bioma é a Chapada Diamantina, no estado da Bahia. Particularidades climáticas e topográficas da área permitiram a formação de um importante polo de agricultura familiar. O café especial plantado na Chapada é notório entre apreciadores da bebida no mundo, e produtores de micro lotes com alta rastreabilidade já receberam as mais altas honrarias em competições de café internacionais.

O tubérculo essencial brasileiro está presente na culinária do bioma. Da caatinga vem o cuscuz de macaxeira, a maniçoba (espécie de feijoada sem feijão que usa as folhas da mandioca da caatinga, Manihot pseudoglaziovii), e, possivelmente, o escondidinho de carne seca – embora a origem desse prato seja altamente disputada.

 

Mata Atlântica

Foto: @jpesquilante

Embora sua extensão territorial não se compare ao bioma amazônico, cobrindo hoje apenas 1% do território nacional, a Mata Atlântica ainda rivaliza com a floresta tropical do noroeste do país em termos de biodiversidade e relevância ecológica. São 20 mil espécies vegetais, incluindo aproximadamente 8 mil endêmicas, e 2168 espécies animais, sendo 526 endêmicas.

Sua cobertura original, que correspondia a 38% do território brasileiro, se estendia de um grande “bolsão” no Sul e Sudeste do país (incluindo partes de Goiás, Mato Grosso do Sul, quase a integridade do Paraná, a integridade de Santa Catarina, metade do Rio Grande do Sul, e a maior parte do estado de São Paulo) e percorria um trecho enorme da costa e do interior costeiro, incluindo Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Hoje, resta apenas 12,5% dessa área original. Em termos gerais, a Mata Atlântica foi o berço do desenvolvimento da nação brasileira, 80% da produção econômica nacional de hoje provêm de áreas outrora cobertas pelo bioma.

Ilha bela | Foto: divulgação

O valor do bioma para o desenvolvimento do país é inestimável. Sete das nove grandes bacias hidrográficas do Brasil estão dentro do seu território originário, abastecendo cerca de 112 milhões de brasileiros. Ainda encontramos cerca de 70 povos indígenas descendentes dos nativos da Mata Atlântica, além de mais de 370 comunidades quilombolas cujos antepassados encontraram nessa selva densa o seu refúgio. O repertório de cores, cheiros e sabores de grande parte dos brasileiros deve a espécies nativas ou endêmicas a sua riqueza. A Mata Atlântica é lar original de plantas como jabuticaba, pitanga, erva-mate, palmeira-juçara, jequitibá-rosa, peroba, araucária e pau-brasil. As culinárias desenvolvidas em regiões de Mata Atlântica têm em comum a facilidade de integrar diferentes tradições culinárias locais e de imigrantes com uma abundância e variedade de ingredientes do bioma. No Espírito Santo, em um mesmo dia, pode-se comer uma moqueca capixaba na costa e uma carne de sol na montanha. O barreado paranaense mistura carnes bovina e suína à mandioca e banana-da-terra. A culinária caiçara do litoral de São Paulo e Rio de Janeiro deve à mata sua taioba e o palmito juçara. Em suma, se há mistura de culturas, ingredientes e períodos históricos, há Mata Atlântica.

Palmito Juçara | Foto: RJ Castilho

Cenário da colonização do Brasil, o bioma foi o palco em que a mandioca enquanto alimento elementar teve papel principal. A cidade de São Paulo foi fundada na povoação de índios de Piratininga justamente porque era ali que se plantava mandioca. Os pratos da cozinha tropeira, presente em todo o Sudeste, frequentemente empregam a mandioca, que era colhida durante as jornadas – caso da vaca atolada e do feijão tropeiro. Sem o tubérculo, não haveria pirão, torta capixaba, tutu de feijão, cuscuz à paulistana, o supracitado barreado ou o bolinho de aipim.

 

Pantanal

Foto: divulgação

Dividido entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o bioma é a maior planície inundável do mundo, e 62% de sua extensão encontra-se em território brasileiro O Pantanal é uma espécie de terreno majoritariamente plano que respira e expira, ciclicamente, a água que provém de rios que drenam a bacia do Alto Paraguai. Esse movimento de inundação e escoamento cria um deslocamento de nutrientes que servem de base para o desenvolvimento de uma flora e fauna que misturam espécies inclusive raras de outros biomas: Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Chaco (presente no Paraguai e Bolívia). Tuiuiús, araras-azuis, onças-pintadas e capivaras dividem as áreas que se sobrelevam aos alagamentos com palmeiras carandá e buritis. Nas áreas alagadas, jacarés e peixes como piracanjuba, cachara e traíras nadam ao lado de 41 espécies de anfíbios.

Foto: divulgação

A pecuária local parte de um princípio natural único do ambiente: a formação de pastos naturais, o que de imediato faz a produção de carne partir de um pressuposto favorável à sustentabilidade. De maneira semelhante, a apicultura e a meliponicultura no bioma estão posicionadas ao sucesso, já que 83% da cobertura vegetal ainda é de espécies nativas.

Foto: divulgação

A culinária pantaneira é fortemente influenciada pela cultura vaqueira. O caldo de piranha abre o apetite para o arroz carreteiro e o macarrão de comitiva, ambos pratos que surgem da necessidade de alimentar trupes de peões em meio a dias de cavalgadas. O churrasco servido com mandioca frita ou cozida é um marco da culinária pantaneira, assim como a mandioca recheada, a coxinha de mandioca e o empadão de mandioca.

 

Pampa

BRASA CAMPANHA GAUCHA | Foto: RJ Castilho

O bioma que define a paisagem e a cultura da metade sul do Rio Grande do Sul é, em sua maior parte, um criadouro natural perfeito para gado: a biodiversidade do local é especialmente notável nas 450 espécies de gramíneas, como capim-forquilha, grama-tapete, flechilhas, cabelos de porco, e leguminosas, como o amendoim-nativo e o trevo-nativo. Mais de cem espécies de mamíferos dividem campos, matas ciliares e de pau-ferro com animais domésticos; é o caso do veado-campeiro, tuco-tucos e graxains. O céu amplo das planícies é cortado por 500 espécies de aves, como joão-de-barro, sabiá-do-campo e a perdiz.

Foto: divulgação

A colonização europeia e a mestiçagem nesse bioma transnacional resultaram numa cultura muito particular, materializada na forma do gaúcho. Mestres do campo e do fogo-de-chão, são os inventores legítimos do churrasco brasileiro, uruguaio e argentino. A culinária de todo o estado é ancorada na criação de animais domésticos e na tradição de ascendentes italianos e alemães. O matambre com vinho da Serra Gaúcha é um símbolo gastronômico local, mas também o é o espinhaço de ovelha com aipim e a tainha na taquara.

Foto: divulgação

Além do espinhaço e do cola-gaita (espinhaço cozido no pirão), encontramos a mandioca em pratos típicos como a roupa velha, um mexidão de carne curada, cebola, tomate e farinha de mandioca; na costelinha suína com mandioca; na almôndega de charque; na cadela-oveira, um refogado de sobras que se come de manhã; e no fervido, um sopão de legumes e carnes com osso e tutano e um bom sagu de sobremesa para encerrar.

 

 Top 10 destinos para foodies

 

 O Brasil é a fronteira final do mundo da gastronomia. Em 2008 o grande Chef catalão, Ferran Adriá, veio ao Brasil pela primeira vez participar do Congresso MESA Tendências na Semana MESA SP. E no palco, perante uma plateia lotada disse a frase que mudou o foco da gastronomia brasileira: “Se hoje eu tivesse o acesso na Espanha a 50 novos ingredientes como vocês, brasileiros, têm por conta da vossa biodiversidade, eu faria uma nova revolução na cozinha mundial!”. Desde aquele momento com o apoio de Chefs que já faziam esse trabalho, como Alex Atala e Paulo Martins, e de uma geração inteira tocada por essa ideia, o Brasil se candidatou a ser o destino mais queridos pelos foodies, esses globe-trotters da gastronomia mundial que viajam o mundo para conhecer e mostrar o que existe de novo, interessante e midiático em termos de ingredientes, pratos, técnicas, restaurantes e personagens.

Abaixo viajamos rapidamente pelos 10 destinos brasileiros mais cosmopolitas ou acessíveis para agradar o foodie que existe dentro de cada um.

 1 – Belém do Pará
Saulo Jennings | Foto: divulgação

 Belém é a capital do Estado do Pará. Está situada na baía de Guajará e é formada, para além da porção de terra, por um conjunto de ilhas fluviais. Atualmente, consolidou-se como o principal centro urbano do Norte do Brasil e uma das portas de entrada para a Amazônia. Apesar dos elementos de modernidade presentes na sua arquitetura e no seu cotidiano, essa metrópole preserva seu passado marcado pela corrida do ouro e extração da borracha.

A conexão com a Amazônia proporciona diversas experiências de contato com a natureza, como a vista às praias de água doce, além da proximidade com a Ilha de Marajó, um destino encantador para os amantes da biodiversidade e das atividades ao ar livre. Os visitantes podem explorar suas extensas paisagens naturais, observar a vida selvagem exuberante e participar de passeios de canoa por rios sinuosos. Belém também soube construir uma oferta cultural das mais interessantes e diversificadas do país. O destaque aqui é a cena musical contemporânea que se consolidou por uma mistura de gêneros e público próprio. O brega e o tecnobrega nasceram com a mistura da música local com o eletrônico, vivendo em harmonia com manifestações culturais mais tradicionais, como o carimbó.

Porém, uma das grandes inspirações de Belém vem da sua culinária e, por isso, é considerada cidade criativa da gastronomia pela UNESCO. A sua riqueza gastronômica tem forte caráter nativo-brasileiro e um pouco da influência dos colonos europeus, baseada em ingredientes da fauna e flora amazônicas. O mercado Ver-o-Peso e o complexo turístico e cultural Estação das Docas são alguns exemplos de lugares onde se pode provar pratos e bebidas típicas e genuínas. No Ver-o-Peso, um tesouro de cheiros e sabores, o visitante encontrará uma variedade de produtos, desde ervas a frutas amazônicas exóticas como açaí, cupuaçu e bacuri. Uma iguaria emblemática de Belém é o peixe frito com açaí e farinha. As barracas também oferecem mingau de tapioca, milho ou arroz em tigelas feitas com casca de coco.

Integram as experiências restaurantes de chefs renomados e uma oferta impressionante de frutas nativas, temperos e peixes locais. Em Belém, o já mundialmente conhecido açaí é degustado com farinha de tapioca e peixe, e o visitante tem à disposição chocolates especiais, de alta qualidade, produzidos na Ilha do Combu. A cidade oferece dezenas de eventos ativadores da cena gastronômica regional como o Festival da Tapioca e o Festival Gastronomia das Ilhas, além da Sorveteria Cairu eleita pelo Taste Atlas como uma das 100 sorveterias mais icônicas do mundo destacando justamente o sorvete de açaí como o sabor mais genuíno.

Belém será sede do mais importante evento internacional sobre o clima, a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-30), em novembro de 2025.

Biodiversidade e experiências com comunidades tradicionais tornam Belém um destino imperdível!

Como chegar:  https://belemtur.belem.pa.gov.br/

 

2 – Paraty
Foto: divulgação

Paraty localiza-se na Região da Costa Verde no Estado do Rio de Janeiro. Essa região é um destino turístico que alia as belezas da serra e do mar, vilas de pescadores, cidades históricas, cultura e gastronomia original e mundialmente reconhecida. A natureza exuberante é um capítulo à parte. São mais de duas mil praias, frequentadas e desertas, uma infinidade de ilhas e uma paisagem protegida pela Restinga da Marambaia e por enormes paredões cobertos pela Mata Atlântica. O mar tem várias tonalidades de verde e ideias para prática de esportes aquáticos e náuticos. Nessa região encontra-se o Saco do Mamanguá, considerado o único fiorde brasileiro, azul intocável e praias paradisíacas, silêncio, contemplação e imersão na natureza.

Não é difícil identificar a natureza genuína de um destino como o Paraty que apresenta diversos ingredientes aos nossos sentidos, como o charme do calçamento “pé de moleque”, com pedras vindas de Portugal; a beleza colonial do Centro Histórico – às vezes refletida na água, quando a maré sobe e invade as ruas e o colorido dos barquinhos em primeiro plano ou o relevo das montanhas ao fundo. Este pedacinho do Brasil é repleto de paraísos ecológicos, cidades históricas, vilas de pescadores e turismo de base comunitária, propiciando uma experiência imersiva com um Brasil autêntico e espetacular. Paraty é conhecida como cidade-museu e referência de turismo cultural misturando de forma incomum natureza e história. A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) é um evento cultural de destaque, trazendo o melhor da literatura mundial para a região.

No entanto, é na gastronomia que Paraty atinge seu auge com uma cena única. Considerada Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, a cidade se consolidou como um local perfeito para apaixonados por iguarias, ingredientes e as várias formas de cozinhar. De restaurantes sofisticados a receitas caiçaras e genuinamente brasileiras, a cidade tem dezenas de alambiques com cachaças produzidas na própria região. As antigas receitas utilizando ingredientes locais produzidos artesanalmente, transmitidas de geração a geração, vêm sendo revalorizadas e promovidas. Pratos tradicionais foram resgatados e reinventados por chefs como um atrativo a mais para a cidade e os eventos Folia Gastronômica e Festival da Cachaça dando a esse movimento visibilidade e projeção Internacional. A Escola de Comer, por outro lado, com o seu programa de qualificação da merenda escolar beneficia 6.000 alunos através do uso de ingredientes locais originários da agricultura familiar, orgânica e da agroecologia.

Foto: divulgação

Em meio a deliciosos passeios de lancha pelas ilhas, praias e piscinas naturais abundantes na região, como a piscina do Cachaço, pode-se ainda visitar as fazendas antigas e engenhos produtores de aguardente, muitos deles laureados em importantes premiações mundiais. Outra experiência marcante é conhecer o Mercado do Peixe, na Ilha das Cobras, e acompanhar a chegada dos peixes, observar os métodos de produção do peixe com banana e as técnicas de cura dos caiçaras e ribeirinhos na Ilha do Araújo.

Tudo isso faz de Paraty um destino gastronômico e cultural indispensável e inesquecível!

Como chegar:  https://www.paraty.com.br/

 

3 – Rio de Janeiro
Katia Barbosa | Foto: Ricado D'Angelo

O Rio de Janeiro é um destino ícone do Brasil e o mais conhecido mundialmente, atraindo milhões de turistas todos os anos. Trata-se da segunda maior cidade do país, nomeada pela Unesco como Patrimônio Mundial pela sua Paisagem Cultural e Urbana. Recentemente recebeu o título de Capital Mundial do Livro, também pela UNESCO, um reconhecimento em virtude da excelência de seus programas de promoção da leitura.

A cidade é um grande encontro entre o espírito humano e a grandiosidade natural. A cultura efervescente, genuína e encantadora está emoldurada pelas belas paisagens dos morros e da imponente Mata Atlântica, palco para aqueles que buscam aventuras e práticas esportivas. Visitar este destino é a certeza de desfrutar praias paradisíacas, como as praias de Copacabana e Ipanema conhecidas internacionalmente, sendo famosos cartões-postais da cidade.

Para além das praias e da natureza exuberante, o Rio apresenta uma intensa vida cultural com inúmeros teatros, cinemas, bibliotecas, centros culturais e museus, com destaque para o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu de Arte Moderna (MAM). Do Aterro do Flamengo ao Palácio Capanema, a cidade maravilhosa é uma referência mundial da arquitetura modernista, que se preocupou em construir espaços que levassem os cariocas a ocuparem e vivenciarem a cidade. O moderno se mistura ao antigo e se renova criativamente, por exemplo, na Escadaria Selarón coberta por azulejos coloridos de todo o mundo, uma atração artística única. Entre as diversas manifestações da cidade, estão as músicas e as danças características do povo carioca, tais como o samba, a bossa-nova e o funk. As festas populares realizadas anualmente atraem milhares de turistas à cidade, é o caso do Carnaval e a já tradicional festa de ano novo na praia de Copacabana.

Gerônimo Athuel | Foto: divulgação

Esse caldeirão cultural e cosmopolita criou uma gastronomia única que traz consigo pitadas da descontração da cidade e do lifestyle carioca. Dos bares e lanchonetes tradicionais, a comida de rua, da criação de pratos icônicos até chefs renomados, a culinária é um mergulho em sabores e aromas rico e diverso que além disso promoveu ícones como biscoito de polvilho, o Globo, o mate gelado e os sanduíches tradicionais vendidos no Maracanã e nas áreas escaldantes da bela orla carioca. Vale se embrenhar pelas ruas históricas de Santa Tereza e seus restaurantes com vistas panorâmicas ou se esbaldar nas rodas de samba na Lapa provando os deliciosos bolinhos de feijoada. As feiras de rua são uma experiência a parte onde se pode comprar produtos e insumos utilizados nas centenas de restaurantes comandados por chefs premiados, criativos e empreendedores.

Uma outra vertente da gastronomia produzida no Rio vem das condições adversas onde os alimentos são produzidos. Não à toa, um intenso e variado mercado gastronômico movimenta a economia das favelas cariocas, com suas feiras de rua, barraquinhas, lajes transformadas em bares e restaurantes, com vista privilegiada da cidade. Além disso, o Rio é casa do Refettorio Gastromotiva, um restaurante escola na Lapa criado para servir almoços para a população em situação de vulnerabilidade através de uma metodologia própria de aproveitamento integral dos insumos e combate ao desperdício de alimentos, uma das principais causas da fome em todo o mundo.

Descubra as maravilhas gastronômicas que essa cidade icônica tem para te oferecer!

Como chegar:  https://riotur.rio/en/welcome/

 

4 – Belo Horizonte
Flavio Trombino | Foto: Ricado D'Angelo

Belo Horizonte possui uma autêntica história de amor com a gastronomia, que foi reconhecida em 2019 com a designação à Rede de Cidades Criativas da Unesco. Apesar de ser uma cidade jovem, com 125 anos, e uma população de mais de 2,7 milhões de pessoas, suas raízes estão plantadas no interior do estado, de onde vieram os primeiros habitantes da nova capital. Sua culinária concentra saberes e ingredientes diversos e é resultado das trocas entre os povos negros, indígenas e imigrantes durante gerações, sem deixar de lado as inovações técnicas.

A cozinha local é plural, versátil e democrática, oferecendo dos pratos mais simples aos mais requintados. São comuns iguarias à base de queijo, peixe, aves, bovinos, grãos e hortaliças. As bebidas mais conhecidas são o café, a cachaça e a cerveja. As sobremesas mais famosas são os doces de fruta e doce de leite. Além dos pratos deliciosos, chamam a atenção a simpatia e acolhimento no atendimento, tornando a experiência completa.

A diversidade gastronômica pode ser explicada a partir de um viés histórico. A cultura belo-horizontina está sendo passada de geração em geração há mais de 300 anos. Desde então, os hábitos dos índios, dos portugueses e dos africanos influenciaram-se mutuamente, forjando a base do que conhecemos hoje como a típica cozinha mineira. Muitos ingredientes tradicionais são encontrados nos mercados de Belo Horizonte, Neles, além de comprar alimentos frescos, é possível degustar bebidas e pratos típicos. O mais conhecido é o Mercado Central, considerado um dos melhores do mundo, dividindo o topo dos rankings internacionais com os pratos típicos, as maravilhosas cachaças locais e os doces como a popular goiabada com queijo e biscoitos, acompanhados de outro ícone: o cafezinho.

A cultura gastronômica de BH se restringe somente aos mercados. Recentemente, sete restaurantes belo-horizontinos foram reconhecidos pela revista Casual Exame entre os 100 melhores do Brasil. São eles: Glouton, Pacato, Xapuri, Cozinha Tupis, Florestal, Birosca S2 e Turi. Outros restaurantes também despontam na alta gastronomia inspirados na cozinha de quintal e de vertente tradicional, muitos são liderados por mulheres e muitos possuem microprodutores rurais como principais fornecedores.  Além dos restaurantes renomados, Belo Horizonte ostenta o título de “Capital Mundial dos Botecos”, reunindo o maior número de bares por habitante do Brasil. Em consequência, a produção cervejeira está em ascensão, especialmente as artesanais. com elevados níveis de qualidade e criatividade de seus produtos.

Léo Paixão | Foto: Ricado D'Angelo

São mais de 70 festivais gastronômicos anuais que encantam os paladares locais e visitantes. O “Comida di Buteco” é um dos principais, celebrando a cultura de botecos e petiscos da região. Já o “Festival Fartura” destaca a riqueza da comida mineira, explorando ingredientes locais e tradições culinárias e recentemente Belo Horizonte voltou a sediar a etapa mineira do “Circuito MESA Ao Vivo”, o maior evento de gastronomia da América Latina. Outros eventos na capital que merecem destaque são a Semana Internacional do Café, o Festival Queijo Minas Artesanal e a Expocachaça, nacionalmente conhecidos e que contribuem para a efervescência da cultura culinária da capital.

Não deixe de conhecer Belo Horizonte e a sua gastronomia única e cada vez mais premiada!

Como chegar:  https://portalbelohorizonte.com.br/

 

5 – Florianópolis
Ostradamus | Foto: Ricado D'Angelo

A charmosa capital do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, é conhecida como Ilha da Magia. As suas belezas naturais, as atividades de aventura e os encantos deste destino conquistam quem o visita. Floripa, maneira carinhosa como os moradores chamam a cidade, se divide em duas partes: uma ilha costeira e a pequena península continental que formam a cidade. As duas são unidas pela bela ponte Hercílio Luz, um dos principais cartões-postais do local. Com cerca de 100 praias, a região é perfeita para quem gosta de esportes aquáticos como surfe, kitesurf e vela. Parte da cidade é área de preservação ambiental, com praias cercadas por morros cobertos pela vegetação da Mata Atlântica.

Porém, é na gastronomia que Floripa vem se consolidando como um importante destino turístico internacionalmente. Prova disso é o título concedido pela UNESCO de cidade criativa da gastronomia. Neste destino pode-se experimentar uma cozinha “típica”, oriunda da fusão entre elementos indígenas e luso açorianos, com a redescoberta de sabores e temperos de pratos locais que contrastam com a tendência de reprodução usada por restaurantes temáticos da culinária de outros locais.

Uma boa dica para um tour gastronômico pela cidade é conhecer o Mercado Público, prédio histórico construído em 1899. Nos seus bares e restaurantes, é possível degustar diversos pratos típicos, com destaque para os frutos do mar, peixes, os pastéis de berbigão e as generosas porções de camarão.

É possível visitar pequenas comunidades que contam a história de Florianópolis e conservam ruas e tradições da ilha da magia. Localizada na região sul de Floripa, Ribeirão da Ilha foi uma das primeiras comunidades habitadas na ilha (por indígenas). São séculos de encantamento com suas ruazinhas com casas coloridas que ficam de frente para o mar. Um local calmo, cheio de barcos pesqueiros e muito bonito. Também é muito conhecido por sua gastronomia. A Lagoa da Conceição e Santo Antônio de Lisboa também possuem muito de sua história preservada e são locais muito conhecidos por sua excelente gastronomia, principalmente no que diz respeito a frutos do mar, com uma incrível rota de restaurantes com opções em frente ao mar ou à lagoa. Nestes lugares pode-se comer bem e ver como se faz a renda de bilro, famosa na região, aprendendo como é feita. Essa é mais uma atividade do turismo de experiência que você pode fazer em Floripa

Os bairros de Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, duas das mais antigas colônias de pescadores da ilha, fazem parte da Rota Gastronômica do Sol Poente. Além de boa comida, pode-se apreciar o melhor pôr do sol da cidade. Para conhecer um pouco da história que também remete à gastronomia, o casarão Engenho dos Andrade é uma atração imperdível. O estabelecimento resgata a cultura tradicional da farinha de mandioca produzida em engenho com tração animal, como nas primeiras fazendas da região.

Alysson Muller | Foto: Ricado D'Angelo

Florianópolis também possui excelentes condições para o cultivo de ostras, mariscos, siris e camarões, com a presença de baías e enseadas ricas em fitoplâncton e temperaturas mais amenas. Desse potencial nasceu experiências únicas como visitas à Fazenda de Algas ou visitas a fazendas de ostra, localizadas em Ribeirão da Ilha, onde é possível conhecer o processo produtivo, fazer degustação e aprender sobre o cultivo.

Florianópolis, onde o frescor do mar e a cultura se encontram no prato!

Como chegar:  https://guiafloripa.com.br/

 

6 – Salvador
Tereza Paim | Foto: Ricado D'Angelo

Salvador, localizada no litoral do Brasil, histórica e culturalmente rica, a cidade possui uma história marcante, com influências africanas, indígenas e europeias. Porém, por ser a cidade brasileira com a maior presença negra do Brasil fora da África, é reconhecida por ser o centro da cultura afro-brasileira e esse aspecto se reflete na sua produção cultural, culinária e na música.

O turismo em Salvador é diversificado, com segmentos variados, incluindo cultural, religioso, histórico e de entretenimento. Com destaque para o afroturismo, segmento que vem se destacando por promover e valorizar a cultura afro-brasileira, enaltecendo as raízes e o potencial da cultura negra. Da arquitetura clássica e colorida aos museus de patrimônio cultural, a cidade se envolve em ricas opções de experiências que aproximam visitantes e moradores.

Salvador é mundialmente conhecida pela sua produção musical sendo responsável por uma forte indústria com impactos econômicos, inclusão social e geração de emprego e renda. Axé, baião, maculelê, samba-reggae, samba de roda e outros ritmos se tornaram referenciais para turistas do mundo inteiro, que visitam a cidade para viver um pouco dessa experiência. A cidade é berço de famosos artistas, e shows ao vivo e apresentações de dança são comuns em diversos locais. A potência da criatividade, da música e da cultura e a preocupação com o desenvolvimento local por meio do turismo de patrimônio renderam à cidade o título de Cidade Criativa da Música pela UNESCO. Destacam-se como experiências o museu Cidade da Música da Bahia, Casa do Carnaval da Bahia e as manifestações no Centro Histórico.

Esse caldo cultural produziu uma culinária única com uma forte influência africana. Para quem busca uma imersão autêntica, caminhar pelas ruas históricas proporciona um encontro gastronômico com o tradicional acarajé das baianas. Outros pratos típicos podem ser apreciados em restaurantes, em barracas de praia e nas ruas da cidade. O Mercado de São Joaquim apresenta uma mistura de culinária tradicional e chefs locais com histórias que reforçam a influência africana na identidade do Brasil. Os sabores e cores levam os visitantes a uma deliciosa viagem com ervas e temperos variados, peixes, azeite de dendê, frutos do mar e muito mais. Os restaurantes, como o Zanzibar, oferecem uma variedade de pratos com peixes temperados com molho de gengibre e camarão e purê de banana, além do peculiar shake de gengibre com cachaça.

Salvador nos últimos anos desenvolveu uma culinária autêntica e de vanguarda, com um pé na tradição. Restaurantes como Origem, Ori, Gem, Dona Mariquita, Casa de Tereza, Amado, Omí e Manga ofertam uma jornada sensorial, com os aromas e sabores das cozinhas baianas. A Sorveteria da Ribeira, na bela enseada da Ribeira, está entre as 100 mais icônicas do mundo, segundo a enciclopédia gastronômica Taste Atlas. O Festival Tempero, o ofício das baianas do acarajé com seus tabuleiros, o tradicional Ré Restaurante da Dona Suzana, no espaço Solar do Unhão, com vista para Baía de Todos os Santos completa o mergulho pela gastronomia genuinamente baiana e afro-brasileira.

Salvador inspira, transforma e mexe com os sentidos e paladar. Salvador é um destino único e imperdível!

Como chegar:  https://guia.melhoresdestinos.com.br/salvador-16-c.html

 

7 – São Paulo
Rodrigo Oliveira | Foto: Ricado D'Angelo

A diversidade de experiências é a força desta cidade global e vibrante. São Paulo é a maior cidade da América Latina e são evidentes seus contrastes entre o dia e noite, a vida cultural intensa e muitas atrações para todos os gostos. Esse destino é repleto de equipamentos culturais, desde museus como o MASP, o MAM, a Japan House, a Pinacoteca e o Museu da Língua Portuguesa etc. Podemos também vivenciar bairros com forte vínculo com os diversos ciclos migratórios, desnudando uma metrópole moderna e culturalmente diversa. O Bom Retiro, bairro no centro de São Paulo, foi eleito o bairro ‘mais cool' do Brasil e o 25º colocado do mundo. O levantamento foi feito pela revista britânica Time Out sendo esse bairro um pequeno polo gastronômico, sobretudo da culinária coreana, japonesa, árabe, mas também judaica e húngara.

Soma-se a isso as dezenas de parques para caminhadas ao ar livre e jóias do patrimônio como o Theatro Municipal de São Paulo, um dos mais importantes do Brasil.  O Terraço Itália se encontra no topo do prédio mais alto de São Paulo e um dos maiores do Brasil, o Edifício Itália, na cobertura e no 41° andar, onde se encontra uma vista em 360 graus da cidade. A icônica Avenida Paulista com o seu corredor cultural, fechada aos domingos onde paulistas e turistas se misturam com ritmos, comidas e performances diversas. Isso sem falar dos concertos na Sala São Paulo, considerada uma das melhores acústicas do mundo e sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

O tradicional ranking anual ‘World's Best Cities', que rankeia os 100 melhores destinos turísticos do mundo, classificou São Paulo como a 3º melhor cidade na categoria “restaurantes”, à frente de metrópoles como Nova York e Londres. A cidade brasileira só ficou atrás de Tóquio e Seul. A cidade possui restaurantes muito bem-posicionados nos rankings internacionais. Entre os 50 melhores restaurantes da América Latina estão Casa do Porco, SP (4º.), Evvai, SP (14º.), Maní, SP (21º.), Metzi, SP (27º.), D.O.M., SP (33º.), Nelita, SP (39º.). Entre os 50 melhores do mundo está a Casa do Porco, SP (12º.) e, já o Guia Michelin, indicou A Baianeira, SP; o Ecully, SP; o Petí Gastronomia, SP; o Mocotó, SP entre os mais reconhecidos.

Janaína Torres | Foto: divulgação

Circuitos gastronômicos premiados não faltam. Circuito de cafeterias para os apaixonados por cafés especiais com possibilidade de conhecer o processo completo de torrar, moer e extrair o café no mesmo lugar em que ele é degustado. O circuito de sorveterias é diverso com a “Gelateria San Lorenzo” contempladas no top 50 melhores do mundo no último Festival Mundial do Gelato. Outro circuito imperdível é o de bares com 5 deles entre os 500 melhores do mundo pelo TOP 500 Bars, são eles o Tan Tan, o Subastor, o Bar dos Arcos, o Bar do Cofre e o Guarita.

Mas São Paulo também é gente, é rua e são muitas experiências de street food resultado dos últimos ciclos migratórios com imigrantes de várias partes da África vivendo na cidade. Mesmo, com tudo isso, ainda é possível visitar rotas de queijos, de vinhos, de azeites e a ruralidade existentes no interior do estado, bem como o litoral com restaurantes típicos, que servem os pratos da tradicional culinária caiçara, até alta gastronomia internacional. Sempre valorizando os ingredientes frescos da região, como peixes, frutos do mar e frutos típicos da Mata Atlântica.

São Paulo tem sido pioneiro no Brasil no desenvolvimento de Rotas Turístico Gastronômicas em todo o estado mapeando mais de 900 destinos de interesse e construindo através de capacitação e orientação, uma dezena de Rotas Gastronômicas que se sobrepõem às rotas cênicas, temáticas ou religiosas ampliando a oferta de atrações e serviços aos operadores, agências e aos turistas que visitam o estado.

Como chegar:  https://visitesaopaulo.com/

 

8 – Recife
Pedro Godoy | Foto: Ricado D'Angelo

Recife, capital do Estado de Pernambuco, localiza-se no nordeste do Brasil e se caracteriza por uma história e vida cultural e gastronômica riquíssimas.  Trata-se de uma das mais antigas cidades brasileiras e, ainda hoje, mistura o antigo e o moderno. Banhada pelo mar, pelos rios Capibaribe e Beberibe, e cortada por dezenas de canais, a cidade tem muitas pontes e, por isso, passou a ser conhecida também como “Veneza Brasileira” pela semelhança com a cidade italiana.

Mas Recife é também a cidade criativa da música pela Unesco. Neste destino, o carnaval é a festa popular mais esperada pelos moradores e turistas de todas as partes, é onde tudo explode em ritmos, harmonia e muita tradição. A música faz parte da alma da cidade se constituindo em um dos seus pilares identitários. Durante todo o ano, é possível experimentar uma mistura contagiante de frevo, maracatu, coco, caboclinho, brega, samba, manguebeat e outros tantos ritmos genuinamente brasileiros. Esta cidade é também vizinha à Olinda, Patrimônio Histórico da Humanidade, com atrações como Igreja do Carmo, Embaixada dos Bonecos Gigantes e Museu Francisco Brennand.

Recife possui muitas belas praias para experiências de turismo ao ar livre, locais para esportes e aventuras, cultura e muita arte, feiras e eventos, artesanatos e compras compõem o repertório do lugar. A praça do Marco Zero, local da fundação da cidade, é referência histórica. Uma boa dica é o passeio de barco, passando pelas várias pontes, como a da Boa Vista. A praia mais famosa da cidade é a de Boa Viagem. O Centro de Artesanato de Pernambuco, a famosa e charmosa Rua do Bom Jesus, a Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira sinagoga das Américas onde também funciona como um museu com escavações arqueológicas e o Cais do Sertão, um pequeno e imperdível museu interativo moderno que fala sobre a vida de Luiz Gonzaga e de outros personagens do Sertão formam o conjunto de atrativos e experiências turísticas do destino.

A cidade é o berço da cultura nordestina uma vez que o Estado faz fronteira com cinco dos nove estados do Nordeste brasileiro. Esse aspecto não passou despercebido pela Gastronomia produzida em Recife. A cidade sintetiza a rica culinária nordestina, fusionada com a criatividade brasileira e elementos contemporâneos. Recife foi o local onde o movimento Armorial, criado pelo icônico escritor Ariano Suassuna, se desenvolveu. Um projeto rico e ousado voltado a fazer arte erudita a partir de elementos da cultura popular que se espalhou pela literatura, dança, teatro e arquitetura. Recentemente, o chef paraibano Onildo Rocha trouxe a Cozinha Armorial à cena gastronômica, que apresenta menus que transformam ingredientes populares em alta gastronomia. Existem chefs em Recife e em diferentes partes do Brasil que seguem essa mesma direção.

Muitos chefs têm se destacado na gastronomia pernambucana. Pedro Godoy do Arvo Restaurante foi eleito Chef Revelação do Brasil pela Prazeres da MESA, a premiação mais respeitada do país. O chef Yuri Machado do Cá-Já Restaurante e o chef Thiago das Chagas, do Reteteu são alguns dos novos profissionais que se destacam e ousam nas técnicas e sabores da cozinha nordestina. Recife está também na rota das cervejas desde o tempo dos holandeses, e por isso foi criado o Recife Beer Tour que promove rotas de visitação à produção local com degustação e dicas sobre a bebida. Outras rotas referem-se à bebida icônica, a cachaça, e a cidade oferece produção com qualidade superior com experiências de visita guiada com degustação e oficina de criação de drinks.

Oficina do Sabor | Foto: RJ Castilho

Outras influências também se misturam à gastronomia de Recife com iguarias típicas da cozinha de várzea e do mangue produzindo uma peculiar cozinha de rua. Essa é uma cena especial na cidade com vendedores/as com seus tabuleiros, carrinhos, bicicletas, barracas e sacolas que fazem parte da paisagem urbana da cidade. São vendedores/as de algodão doce, amendoim, bolo no pote, caldinho, caldeirada, caranguejo, camarão, cocada, cuscuz ensopado, milho, ostra, queijo coalho e tapioca, entre outras iguarias.

Recife é uma festa para os olhos, para o olfato e para os paladares mais diversos e exigentes. Venha se deliciar com a gastronomia deste destino encantador!

Como chegar: https://visit.recife.br/

 

9 – Curitiba
Claudia Krauspenhar | Foto: Ricado D'Angelo

Curitiba é a capital do Estado do Paraná no Sul do Brasil. A cidade possui diversos parques e pontos turísticos que têm atraído cada vez mais turistas internacionais. Em meio a lagos, vegetação típica e cascatas, faz parte do Parque das Pedreiras, juntamente com a Pedreira Paulo Leminski. Os parques curitibanos são uma atração à parte no roteiro de lazer e ótimas opções para viajar com crianças. O Jardim Botânico, inspirado nos jardins franceses; o Parque Barigui, lugar perfeito para esportes ao ar livre, e o Parque Tanguá, onde é possível ver um dos pôr-do-sol mais bonitos de Curitiba.

Curitiba é também a cidade criativa do design pela UNESCO. Essa dimensão é reconhecida desde as primeiras construções históricas até os edifícios e monumentos mais modernos, mas não apenas nisso. Curitiba é conhecida por abrigar construções modernas. A imponente Ópera de Arame, com estrutura tubular e teto transparente, é outro símbolo emblemático da cidade: puro design! A modernidade se manifesta por toda a cidade, das praças aos arranha-céus e paradas de ônibus. Mas também as atrações mais antigas e históricas como as igrejas barrocas e o trem que faz a viagem Curitiba-Morretes, passeio que encanta os turistas de todas as idades e procedências.

Em meio à agitação do centro, os turistas podem encontrar na Rua 24 Horas, um lugar para se alimentar e conhecer mais um ponto turístico tipicamente curitibano. Com um mix de sabores em seus mais variados restaurantes, esta rua é um polo gastronômico, como uma grande praça de alimentação a céu aberto. Não à toa. O nome da capital paranaense faz referência à comida: Curitiba quer dizer “muito pinhão”. Porém, a cozinha curitibana não se resume ao pinhão. Fruto das várias etnias que colonizaram a cidade, aqui temos o pierogi dos poloneses, o eisbein e a carne de onça dos alemães, as massas dos italianos e a baixa gastronomia curitibana, distribuídos em dez polos gastronômicos forjando uma produção criativa, pujante e jovem. Um desses pólos localiza-se no Batel onde as ruas nos arredores e muitos dos antigos casarões deram lugar a bares e restaurantes em um local para quem quer se encontrar com o charme e o requinte dessa capital.

Manu Buffara | Foto: divulgação

O Mercado Municipal é uma referência para quem busca os sabores de Curitiba. Em seus boxes e lojas pode-se comprar e experimentar bebidas, queijos, vinhos, ervas medicinais, temperos, especiarias, conservas, pescados, embutidos, carnes exóticas e muitos outros produtos que fazem dele um mercado universal. Mas também é uma cidade com chefs premiados como a Manu Buffara, melhor chef mulher da América Latina em 2022 pelo prêmio Latin America ‘s 50 Best Restaurants. Seu restaurante Manu, de Curitiba (PR), ocupa a 44ª posição neste ranking internacional. Essa chef é conhecida por suas iniciativas voltadas para a comunidade, ajudou a organizar a produção em hortas comunitárias urbanas de onde compra parte das verduras, dos legumes e das frutas usados em seu restaurante e capitaneia projetos voltados para alimentação saudável e inclusão social.

Outros destaques são Lênin Palhano, conhecido pela sua cozinha autoral e chefs jovens e ousados como Luan Honorato, focado em uma cozinha de experiências, testes e inovações. Soma-se a ele a chef Eva dos Santos, especializada em carne suína, com pratos preparados exclusivamente com porco priorizando fornecedores locais e menu adaptado conforme a sazonalidade dos ingredientes e Claudia Krauspenhar com a sua gastronomia contemporânea privilegiando pequenos produtores e se envolvendo com a comunidade por meio de hortas urbanas.

Curitiba é um destino de múltiplas experiências, seja no design, seja na gastronomia jovem, ousada e pujante!

Como chegar:  https://turismo.curitiba.pr.gov.br/

 

10 – Pantanal
Mahalo | Foto: divulgação

O Pantanal é uma planície alagada, localizada no centro-oeste do país, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Este bioma alcança o Norte do Paraguai e o Leste da Bolívia, porém sua maior parte está localizada no Brasil. A flora e fauna ricas, além de belíssimas paisagens, tornam o Pantanal um lugar único atraindo visitantes e turistas em várias épocas do ano. Esse território também é conhecido pela sua diversidade cultural e riqueza de costumes, tradições e festas populares e é considerado pela Unesco, Patrimônio Natural e Reserva da Biosfera Mundial.

Obviamente, a rica diversidade natural influenciou a gastronomia tradicional local. Experimentar a culinária pantaneira é uma experiência que os podem desfrutar desfrutando com pratos típicos ícones. A sua influência vem dos povos indígenas, espanhóis, portugueses, paraguaios e bolivianos.  A base dela contempla farinha de mandioca, a banha de porco, as carnes e os peixes revelando pratos típicos como a Farofa de Banana-da-Terra, a Sopa de Piranha, o Mojica, Churrasco com Mandioca, Chipa, Moqueca de Pintado, a famosa Sopa Paraguaia e doce de mamão verde com rapadura e especiarias, dentre outros. Cada prato tem seu próprio sabor e estilo distinto, oferecendo uma experiência verdadeiramente genuína para os visitantes e os ingredientes frescos adicionam sabor extra aos pratos, permitindo aos viajantes saborear cada mordida com um autêntico toque de Brasil.

Mas não só de tradição vive essa gastronomia. Um dos embaixadores dessa cozinha é o chef Paulo Machado, que, através do seu trabalho de consultoria, levou a gastronomia brasileira para países como Tailândia, China, Quênia e Etiópia. Uma das experiências no Pantanal vem do Instituto que leva seu nome e é voltado a pesquisas na área de alimentação, no intuito de investir e oferecer cursos, palestras para turistas e visitantes em Campo Grande no Mato Grosso do Sul. Nesta cidade, também se encontra o Brasil Food Safari, iniciativa que ganhou o 1º Prêmio de “Turismo Responsável” da WTM Latin America na categoria “Patrimônio Cultural” que realiza tours gastronômicos pagos por destinos internacionais exclusivos.

Paulo Machado | Foto: RJ Castilho

Outra chef que representa a nova cozinha pantaneira é a Carol Manhozo, responsável pela cozinha do restaurante Flor Negra, premiado entre os melhores do Brasil. Também a chef Ariani Malouf, dona do Mahalo, considerado, em 2023, o melhor restaurante do Centro-Oeste pelo prêmio Melhores do Ano da revista Prazeres da MESA. Ambas as defensoras de uma gastronomia regional que oferece experiências inesquecíveis.

Mas nem tudo se localiza nas capitais, Cuiabá e Campo Grande. Localizada no município de Miranda, a fazenda Pantanal Experiência é um lugar perfeito para quem deseja vivenciar o melhor do Pantanal. As atividades incluem caminhar pelas matas e campos, cavalgar ao lado da boiada junto aos peões, visitar o museu do Agachi, passeio de carruagem com um guia que explica as tradições da região, apreciar a paz e tranquilidade de uma fazenda tipicamente pantaneira e, claro, experimentar um delicioso almoço com iguarias locais. Finalmente, é possível vivenciar ricas experiências turísticas que conectam cidadania, identidade, cultura e gastronomia no Bioparque do Pantanal. Além de ser um espaço de visitação, com o circuito de aquários, também é um espaço também da educação ambiental, patrimonial, conhecimento científico e acesso aos modos de cozinhar e comer de 22 comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul e mais de 93 comunidades indígenas, representando oito etnias.

O Pantanal é mágico e é diverso tendo uma gastronomia potente, cheia de brasilidade e preparada para ganhar o mundo!

Como chegar:  https://pantanaloficial.com.br/categoria/turismo/

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Prazeres da Mesa

Lançada em 2003, a proposta da revista é saciar o apetite de todos os leitores que gostam de cozinhar, viajar e conhecer os segredos dos bons vinhos e de outras bebidas antecipando tendências e mostrando as novidades desse delicioso universo.

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