Cacau branco
Parente do Theobroma cacao, macambo se diferencia em sabor, textura e disponibilidade – mas também está na Amazônia

Com gomos similares à odiada jaca e armadura mais resistente que a do Theobroma cacao, o macambo não faz tanto sucesso quanto o parente próximo. Acontece nas melhores famílias. Mas há sempre um personagem do ecossistema que enxerga o potencial do primo tímido, escondido. É o caso da chef peruana Pia León, em cujo Laboratório Masi, de seu restaurante Kjolle, estuda diversos tipos de Theobroma da Amazônia de seu país.
O macambo (Theobroma bicolor, conhecido como cacau branco) também pode ser encontrado em trechos da floresta que pertencem ao Brasil e à Colômbia. Com menos gordura que o cacau, suas sementes são mais utilizadas torradas, como snack (tipo uma castanha) ou na produção de farinhas, indo bem em preparos doces e salgados. Ainda assim, a polpa pode ser usada fresca, em bebidas. No Kjolle, ele acompanha cacau e cupuaçu (Theobroma grandiflorum), em sobremesas.



