Café da manhã é a refeição mais importante para o negócio
Esse é o tema de um dos painéis do FOLGA + Mesa ao Vivo Rio, marcado para os dias 16 e 17 de junho na Marina da Glória
O Carnaval carioca de 2024 foi um marco na vida da influenciadora Rachel Apollonio e do marido dela, o australiano Matthew Mbye. Culpa dos desfiles na Sapucaí? Da infinidade de bloquinhos? Do clima de alegria e de descontração que impera na cidade nessa época? Nada disso. Naquele Carnaval, eles identificaram uma oportunidade de negócio que fez com trocassem Bali, onde estavam morando, pelo Rio de Janeiro.
A ideia que tiveram: montar um quiosque na praia especializado em brunch e itens de café da manhã. “Temos o hábito de caminhar bem cedo com um café na mão”, conta Apollonio, que tem 1,8 milhão de seguidores no Instagram. “Naquele Carnaval, quando o Matthew esteve no Brasil pela primeira vez, nos demos conta de que comprar um simples expresso na orla do Rio pela manhã é quase impossível”. Daí até a decisão de darem adeus a Bali para preencher essa lacuna foi um pulo.
O resultado disso tudo é o Musa, cuja primeira unidade, um quiosque em São Conrado, foi inaugurada em novembro de 2024. De lá para cá, a marca já ganhou três filiais, menores, em Ipanema, na Gávea e na Barra da Tijuca. O cardápio lista desde expresso, flat white e macchiato até smoothies e pratos ideais para brunch como avocado toast e panqueca de banana. “O crescimento do Musa mostra o quão receptivo são os cariocas à cultura do brunch”, acredita Apollonio.

FOLGA + Mesa ao Vivo Rio
A empresária e influenciadora foi incluída na programação do Fórum de Líderes na Gastronomia (FOLGA) + Mesa ao Vivo Rio – Gestão e Negócios. O evento é organizado pelo Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro, o SindRio, em parceria com o Mundo Mesa. Está marcado para os dias 16/6 e 17/6 na Marina da Glória.
Apollonio vai participar do seguinte painel, no primeiro dia do evento, às 14h35: “Café da manhã — desafios e oportunidades de começar o dia fazendo bons negócios”. Fernando Kaplan, do SO_Lo Café, e Kiko Dantas, do Café do Alto, são os demais participantes do encontro, que terá a mediação do jornalista Daniel Salles.
Recifense radicado no Rio de Janeiro há 33 anos, Kiko Dantas montou o Café do Alto em 2003, no Leblon. Desde 2012, o negócio encontra-se no badalado Largo dos Guimarães, em Santa Teresa. Boa parte da fama do empreendimento se deve ao bufê de café da manhã, composto por mais de 40 itens, além de cafés, chás e sucos (para se servir à vontade, são R$ 90 por pessoa).
Só no café da manhã, o estabelecimento de Dantas recebe de 400 a 1.000 pessoas por dia — principalmente entre 10h30 e 12h. Na visão do proprietário, o que ele está servindo nesse horário é o chamado brunch, termo que não gosta de usar. “Prefiro falar em ‘camoço’, mas sei que é uma palavra que dificilmente vai ‘pegar’”, diz Dantas, que tem horror a termos americanos.
O bufê matinal corresponde a 40% do faturamento do empreendimento, que também serve almoço (o horário de funcionamento vai até as 16h, de quarta a sexta, e até as 17h, aos sábados, domingos e feriados; segunda e terça a casa não abre). “No Rio de Janeiro, muita gente, como eu, gosta de tomar um belo café da manhã e voltar a comer só bem mais tarde”, Dantas observa. “É uma refeição relevante para o faturamento e que ajuda a atrair um público que é mais do dia que da noite”.
O SO_Lo Café é fruto de outro negócio de Kaplan, o Venga!. Para abastecer esse bar com pães de fermentação natural, ele criou uma padaria, que, com o tempo, passou a fornecer produtos para outros empreendimentos. Quando o ponto ao lado do Venga! na Rua Garcia d'Ávila, em Ipanema, ficou vago, Kaplan e seus sócios montaram nele, três anos atrás, o SO_Lo Café, uma espécie de desdobramento daquela padaria interna. Hoje já são quatro unidades. “Tinha muita vontade de ter um negócio mais diurno”, diz Kaplan. “E as opções no Rio de Janeiro para um café da manhã ou um brunch mais sofisticado eram poucas”.



