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Castello di Ama celebra a alma do Chianti Classico

Arturo Pallanti apresenta rótulos da vinícola toscana em evento que destacou o terroir, a legislação do Chianti Classico e a parceria de três décadas com a Mistral

O Castello di Ama, um dos nomes mais emblemáticos do Chianti Classico, foi o protagonista de uma degustação especial em São Paulo conduzida por Arturo Pallanti, herdeiro da segunda geração da família que transformou a propriedade em referência absoluta da Toscana moderna. Localizado em Gaiole in Chianti, no coração das colinas entre Florença e Siena, o Castello di Ama expressa como poucos a força do terroir toscano: solos pedregosos, altitudes variadas, clima marcado por amplitude térmica e a Sangiovese ocupando seu habitat mais nobre. É dessa combinação que surgem vinhos que unem elegância, profundidade, longevidade e um senso de lugar quase palpável.

Mistral / Castello di Ama / Foto: Horst Kissmann

A região do Chianti Classico segue uma das legislações mais antigas da Itália, com regras precisas para proteger sua identidade. Os rótulos devem trazer pelo menos 80% de Sangiovese, podendo alcançar níveis de qualidade que vão do Chianti Classico ao Riserva e ao topo da pirâmide, o Gran Selezione, criado para destacar vinhedos e seleções de excelência excepcional. Foi justamente nesse sistema que o Castello di Ama se destacou desde os anos 1980, quando Marco Pallanti e Lorenza Sebasti redesenharam a vinícola com replantios rigorosos, seleção massal, vinhedos identificados por parcelas e uma busca incansável por precisão – movimento que ajudou a reposicionar toda a denominação.

Arturo Pallanti, apaixonado por vinhos, literatura, comida e arte, segue esse legado com a mesma obstinação. Ele costuma dizer que o vinho de Ama nasce de três pilares: território, ambição e trabalho diário. A propriedade, que também abriga instalações de arte contemporânea espalhadas pelos vinhedos, traduz essa visão de que o vinho é cultura, criação e expressão sensorial. Publicações internacionais endossam essa trajetória: Wine Spectator, Gambero Rosso, Wine Advocate e James Suckling acumulam notas altíssimas, incluindo avaliações perfeitas para rótulos como L’Apparita e Vigneto Bellavista.

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Mistral / Castello di Ama / Foto: Horst Kissmann

Na degustação no restaurante Pobre Juan, em São Paulo, Arturo apresentou um panorama da alma da vinícola. Começou pelo Al Poggio Chardonnay, branco vibrante e preciso. Seguiu com o Ama Chianti Classico, expressão pura e fresca da Sangiovese. Depois, vieram a Riserva Montebuoni, refinada e equilibrada, e o Gran Selezione San Lorenzo, profundo, amplo e cheio de nuances. O momento de maior expectativa, como era previsto, ficou por conta do L’Apparita – um Merlot de aura quase mítica, já descrito pela crítica como um vinho capaz de ombrear os grandes nomes de Bordeaux – e do Vigneto Bellavista, uma das interpretações mais magistrais da Sangiovese já produzidas na Itália.

Entre goles e explicações, Arturo reforçou que a consistência da propriedade não nasce de fórmulas prontas, mas de decisões tomadas parcela por parcela, safra após safra. “Nada substitui a paixão e a obsessão pelo detalhe”, comentou, ressaltando que a família busca preservar a essência do terroir desde os anos 1980.

A presença do Castello di Ama no Brasil tem história antiga: há cerca de 30 anos, seus vinhos chegam ao país pelas mãos da Mistral, que mantém com a vinícola uma parceria sólida e fundamental para difundir o Chianti Classico de alta expressão entre consumidores brasileiros.

@castellodiama
@mistralvinhos

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Horst Kissmann

Editor de Vinhos e Bebidas || @kissmann

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