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A cachaça como símbolo da revolução

Nesse 13 de setembro, Dia da Cachaça, uma panorama da história da bebida nacional

O que uma epidemia e uma revolução têm em comum? Elas nos obrigam a alterar e/ou criar hábitos. Somos forçados a rever conceitos e desenvolver consciência coletivas. Dia 13 de setembro é Dia da Cachaça. Mas neste texto, vou focar no ano. O dia e o mês representam a celebração de algo. Mas o ano mostra a oportunidade de transformação esfregada na nossa taça.

A cachaça representa o Brasil e a relação do povo com sua essência. Observamos um preconceito que vem sendo superado aos poucos e uma epidemia, no caso, pandemia, pode ser o ponto de virada desse jogo.

Há um ano, no Bar Convent São Paulo, eu, ao lado de Maurício Maia,  apresentava uma palestra sobre o papel da cachaça nas revoluções brasileiras.
Analisávamos o cenário político-social dos centenários do nosso país e, coincidência ou não, em toda década 20, algo transforma drasticamente os costumes, hábitos e arranjos. E a cachaça sempre foi símbolo presente de todos eles.

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Os aspectos polarizados políticos, a desigualdade social e força militar se apresentavam em foco; bem como novos olhares ao país começaram a ser construídos. E a cachaça sempre foi símbolo dela.

Curiosamente, a cada 100 anos, também nos deparamos com epidemias ou doenças que obrigaram as pessoas a mudarem costumes e atitudes. Esse Dia da Cachaça é especial, pois gosto de acreditar que, assim como nos últimos centenários, a  crise na saúde também acompanhará uma revolução. Ou seja, uma transformação que teve a cachaça como cúmplice. Meu desejo é que, desta vez, essa revolução seja da maneira mais democrática existente: pelo paladar!

Mergulhar pelo Brasil é sempre possível. Nas escolhas dos seus dias, nas compras, nas decisões e também nas inclusões. Todos esses verbos dependem do “fazer parte”.

Descobrir precede o pertencer

Quando decidimos pelo nosso país, pelo que está do nosso lado isso transforma a economia local e também transforma VOCÊ! Entender o Brasil pelos sabores, não importando sua criação, raça, história. Os sabores estão aí para todos. Principalmente para quem opta por transformá-los.

Permear esse mar traz descobertas pessoais, lembranças sensoriais… E isso se multiplica, pois, comer e beber são atos sociais. Essas são as verdadeiras revoluções.

Qual a sua revolução de hoje?

Um brinde ao (e com) nosso saboroso símbolo de Brasil: a cachaça!

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