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Rosés: dos tempos antigos aos modernos

Em constante ascensão, o vinho rosé mescla uvas brancas e tintas e sua produção vai além da região de Provence, ganhando protagonismo em diversos lugares do mundo

A história do vinho rosé é longa e acredita-se que o primeiro elaborado seria rosáceo, na Antiga Grécia. A fermentação ocorria em cerâmicas a partir de um blend de uvas brancas e tintas que seriam esmagadas com os pés. Sem tecnologia e sem conhecimento, os vinhos oxidavam com muita facilidade.

O sucesso do rosé veio com a descontração durante o verão em regiões praianas francesas (séc. XIX), sendo rapidamente associado à sofisticação e à diversão. O alto consumo fez com que crescesse exorbitantemente a produção desses vinhos que eram comercializados logo após a vinificação. Isso, então, impactava negativamente na qualidade deles, pois a produção era voltada a grandes volumes. Além disso, muitas vezes eram feitos com uvas não tão bem amadurecidas ou com o que havia sobrado da safra. Aos poucos, o cenário mudou. Nos anos 2000, os Estados Unidos mostraram que eram fãs do rosé francês, que voltou a ser muito demandado.

Trazendo para a atualidade, podemos afirmar que é um vinho que está em ascensão e tem tudo para permanecer, com destaque especial para os produzidos na Provence. Não é à toa que essa região se destaca. Afinal, os números impressionam. É a única do mundo que dedica a maior parte da produção aos rosés, aproximadamente 90%, que representam 42% do total de rosés da França.

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Apesar de a Provence ser essa potência, existem projetos interessantes que vão além das fronteiras da terra da lavanda. Ou seja, que abre o leque para a diversidade dos vinhos, como em Rioja, com o Tondonia Gran Reserva; na Itália, com Emidio Pepe, que utiliza uvas Montepulciano da região de Abruzzo. A Garzón, no Uruguai, produz um interessante Pinot Noir; e no Oregon, a Vinícola Antica Terra produz um rosé experimental, com longa maceração, além de muitos outros ao redor do globo.

Devido a estudos e testes na produção de rosés de estilos distintos, são realizadas colheitas precoces e mais tardias – das uvas destinadas aos vinhos tintos. A época em que é realizada interfere diretamente no tempo de maceração e no resultado final do vinho. Com isso, a extensa paleta de cores do vinho rosé mostrou, no último festival de Cannes (2019), que a tendência é o uso de garrafas transparentes, sem rótulos de papel, com relevo ou algo gravado no próprio vidro para deixar o líquido ainda mais visível. Ainda na onda da transparência, foi vista também a troca de vedantes tradicionais por rolhas de vidro, para dar ao vinho seu real protagonismo.

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