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Corrientes 348 explora o terroir uruguaio em novo festival de carnes

Festival Angus Uruguaio reúne cortes produzidos no sudeste do país, entre pastagens naturais sob influência do Atlântico e mais de 200 dias de terminação em confinamento

Terroir é palavra que costuma aparecer acompanhada de uma taça de vinho, mas o Corrientes 348 quer levá la também para a parrilla. A partir de 20 de agosto, as cinco unidades da casa, três em São Paulo e duas no Rio de Janeiro, recebem o Festival Angus Uruguaio, edição limitada dedicada a cortes provenientes do sudeste do Uruguai, em uma região próxima ao Oceano Atlântico e à fronteira brasileira.

A seleção tem curadoria do especialista em carnes Henrique Freitas e nasce de uma parceria com o frigorífico uruguaio Copayan, especializado na raça Angus. Mais do que apresentar uma nova origem, o festival pretende mostrar como raça, alimentação, clima e manejo interferem nas características que chegam ao prato.

Corrientes 348 / Ambiente Jardins / Foto: divulgação

Os animais passam os primeiros meses ao lado das mães e, depois do desmame, seguem para um período de recria que dura entre 12 e 14 meses em pastagens naturais. É justamente nessa etapa que aparece uma das particularidades do projeto. Localizada em uma área litorânea, a criação recebe a influência dos ventos e da maresia do Atlântico sobre a vegetação consumida pelo gado.

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A etapa seguinte muda completamente o manejo. Depois do período a pasto, os animais passam por mais de 200 dias de terminação em confinamento. O objetivo é desenvolver o marmoreio e a cobertura de gordura que caracterizam os cortes selecionados para o festival, combinando a identidade adquirida durante a recria com maior maciez e suculência.

Corrientes 348 / Chorizo / Foto: Fernanda Brito

“Assim como os grandes vinhos, a carne precisa de tempo para desenvolver seu terroir”, afirma Freitas. Para ele, entender de onde vem o animal e como foi criado ajuda a explicar diferenças que muitas vezes são percebidas na mesa apenas como mais ou menos intensidade de sabor.

O menu reúne seis cortes de Angus uruguaio. Entram na seleção bife ancho, asado de tira, ojo del bife, bife de chorizo, tapa de cuadril e entraña, todos preparados na parrilla. A ideia é justamente permitir que o cliente compare músculos, texturas e concentrações de gordura diferentes dentro de uma mesma origem e raça.

No salão, essa leitura ganha a ajuda do chamado Guardián, profissional criado pela rede para desempenhar uma função semelhante à de um sommelier, mas dedicada à carne. Ele orienta a escolha de acordo com preferências como maciez, quantidade de gordura, textura e intensidade.

Uma coleção de carnes

Corrientes 348 / Chorizo / Foto: Fernanda Brito(1)

O Festival Angus Uruguaio passa a integrar uma série de edições especiais realizadas pelo Corrientes 348 para explorar diferentes raças, origens e métodos de criação. A casa já trabalhou, por exemplo, com Wagyu A5 japonês, categoria conhecida pelo elevado grau de marmoreio, e com cortes argentinos de Braford e Brangus produzidos pela Cabaña Juramento e submetidos a 200 dias de confinamento.

A coleção também passou pela raça Hereford, com animais nascidos e criados na província de San Luis, no centro oeste da Argentina, além do Cejas 348, corte pouco comum retirado de um pequeno músculo localizado sobre o ojo del bife. Visto transversalmente, o pedaço lembra uma sobrancelha, origem de seu nome.

Agora, com o Uruguai no centro da parrilla, a proposta muda de geografia e coloca em evidência uma das origens mais tradicionais da pecuária sul americana. Em vez de tratar Angus apenas como raça, o Corrientes procura mostrar que o resultado também depende de onde e, principalmente, de como o animal foi criado.

Quase três décadas de parrilla

Corrientes 348 / Tapa de Cuadril / Foto: Fernanda Brito

O Corrientes 348 nasceu em São Paulo em 14 de março de 1997, na Rua Comendador Miguel Calfat, 348, na Vila Olímpia. O endereço acabou incorporado ao nome da casa, que também presta homenagem à Avenida Corrientes, uma das mais emblemáticas de Buenos Aires, e ao tango argentino *A Media Luz*.

Hoje são cinco unidades, três em São Paulo e duas no Rio de Janeiro. A casa da Marina da Glória figura entre os restaurantes cariocas recomendados pelo Guia Michelin. Ao longo dos anos, a rede construiu sua identidade em torno da parrilla e de cortes provenientes principalmente de raças britânicas.

Corrientes 348 Jardins
Rua Bela Cintra, 2305, Consolação, São Paulo
Segunda a sábado, das 12h às 23h30. Domingo, das 12h às 21h

Corrientes 348 Vila Olímpia
Rua Comendador Miguel Calfat, 348, Vila Olímpia, São Paulo
Segunda a sábado, das 12h às 23h30. Domingo, das 12h às 21h

Corrientes 348 Jardim Europa
Rua Dr. Mário Ferraz, 32, Jardim Europa, São Paulo
Segunda a sábado, das 12h às 23h30. Domingo, das 12h às 21h

Corrientes 348 Marina da Glória
Avenida Infante Dom Henrique, restaurante 103, Marina da Glória, Rio de Janeiro
Segunda a sábado, das 12h às 23h. Domingo, das 12h às 21h30

Corrientes 348 Barra da Tijuca
Avenida das Américas, 7777, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Segunda a sábado, das 12h às 23h30. Domingo, das 12h às 21h

@corrientes348

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