Daniel Marques vence etapa brasileira do Hennessy MyWay e vai à final mundial em Paris
Bartender do Guilhotina conquista a vaga com drinque à base de Hennessy e cambuci e, antes da decisão global, segue para uma imersão em Cognac
O cambuci ajudou a colocar o Brasil na final mundial do Hennessy MyWay. Daniel Marques, bartender do Guilhotina, em São Paulo, venceu a etapa nacional da competição com uma receita que aproveita diferentes partes da fruta nativa da Mata Atlântica e agora embarca para a França, onde disputa o título global no dia 30 de outubro, em Paris.
Batizada de Esse Quam Videri, expressão latina que significa “ser mais do que parece”, a criação combina Hennessy V.S com soda artesanal de cambuci e especiarias e um shrub preparado a partir da casca da fruta. O serviço completa a ideia: o coquetel chega acompanhado de geleia de cambuci com pimenta de cheiro, apresentada sobre uma casca de laranja baía glaciada. A proposta procura levar a sustentabilidade para além do conceito, incorporando o aproveitamento de ingredientes à própria construção do drinque.

A vitória foi definida na última segunda feira, dia 10, durante a final brasileira do Hennessy MyWay. Alexandre Longobardi, do Regô, em São Paulo, terminou em segundo lugar, enquanto Bia Andrioli, do Calica Bar, no Rio de Janeiro, ficou com a terceira colocação. Também participaram da etapa nacional Priscila Rosa, do Hideout Speakeasy, e Tai Nogueira, do Soroko’s, ambos de São Paulo; Carlos Murga, do Blue Blazer, no Rio de Janeiro; Pedro Barros, do 1929 Trattoria Moderna, de Goiânia; e Ruan Pablo, do Féer, de Curitiba.
Formado pela Brasil Bartender, Daniel construiu sua trajetória entre bares, restaurantes e hotéis. Antes de chegar ao Guilhotina, passou pelo Chez Claude, em São Paulo, e pelo hotel NŌR São Roque. No Rio de Janeiro, trabalhou no Dainer e no hotel Windsor Marapendi.
O Hennessy MyWay coloca os competidores diante de um desafio que vai além da elaboração de uma boa receita. Os bartenders precisam criar coquetéis autorais tendo Hennessy V.S ou Hennessy V.S.O.P como ingrediente principal, combinando técnica, criatividade, aproveitamento responsável de recursos e um ritual de serviço capaz de fazer parte da experiência. A avaliação leva em conta cinco pilares: sustentabilidade, ingredientes, ritual de serviço, conhecimento do produto e apresentação.
No júri brasileiro estiveram Cesar Adames, jornalista e consultor do segmento; Susana Juhn, coordenadora do curso Wines & Spirits da Le Cordon Bleu São Paulo; Adriano Ciavdar, diretor de Marketing da Moët Hennessy Brasil; e François Hautekeur, gerente de comunicação enológica da Moët Hennessy Brasil.
A competição é construída em três momentos. Começa com uma seleção digital, avança para as finais nacionais e termina com a decisão internacional. A cada etapa, os bartenders precisam apresentar uma nova criação, o que exige não apenas repertório, mas capacidade de desenvolver diferentes leituras para o desafio. Antes de chegar a Paris, Daniel terá outro compromisso francês. Como vencedor brasileiro, visitará a histórica Maison Hennessy, em Cognac, para conhecer de perto a produção do destilado e a trajetória da casa fundada há mais de 260 anos por Richard Hennessy.
Na final de 30 de outubro, o brasileiro enfrentará representantes de diferentes países. Além do título mundial, a competição terá premiações específicas para Melhor Ritual e Maior Sustentabilidade. O vencedor geral recebe o troféu do Hennessy MyWay e uma garrafa Magnum de um raro Hennessy.
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