Danilo Campos
Entre Brasa e Silêncio: a Carne que Veio a Pé

Defesa da Aula:
Uma narrativa culinária sobre o boi curraleiro pé-duro, raça nativa do Cerrado, e sua relação com o tempo, o território e a resistência alimentar goiana. A aula propõe uma imersão poética e técnica nos sabores do centro-oeste brasileiro, exaltando ingredientes como mandioca, baru, pequi, cachaça envelhecida e técnicas ancestrais como defumação, cura e tostagem. Não é releitura: é chão servido em fogo lento.
Prato Principal (Degustação):
Entre Brasa e Silêncio: a Carne que Veio a Pé
Carne de sol artesanal de boi curraleiro curada por 7 dias com sal grosso, pimenta-de-macaco e alecrim-do-mato, defumada com lenha de café e finalizada na manteiga de garrafa.
Acompanhada de royale de mandioca com queijo da Serra dos Pireneus, farofa de baru com rapadura, quiabo tostado, cebola confitada e demi-glace de ossobuco com cachaça envelhecida em amburana.
Finalização com pó de baru, brotos do Cerrado e azeite de castanha de pequi prensado a frio.
Sobremesa Degustação (Servida em copinho):
Brulê de Mandioca com Rapadura Goiana
Mandioca amarela cozida com gemas e leite, servida quente com crosta de rapadura queimada no maçarico. Um doce quente da terra, servido em copo de bambu no tamanho de uma xícara de café.
Harmonização Sugerida:
- Cachaça do Cerrado envelhecida em amburana (4 anos)
️ Frase de Encerramento da Aula:
“Não é releitura. É território servido em fogo lento.”



