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Drinques sob medida: cinco lugares em São Paulo para escolher a intensidade da bebida

De mini coquetéis a receitas com teor alcoólico ajustável, bares da cidade criam novas formas de beber

Seja na onda de beber menos álcool, ou de provar mais, fato é que os coquetéis vêm ganhando novas configurações nas cartas de bares e restaurantes. Por isso, reunimos cinco endereços na capital paulista onde você pode experimentar essa tendência, que acompanha o movimento de beber com atenção plena, o tal do mindful drinking

Bar Astor 

Fitzgerald do Bar Astor. Foto: Lais Acsa.
Fitzgerald do Bar Astor. Foto: Lais Acsa.

No clássico paulistano, há cinco opções de coquetel pela metade. A iniciativa veio de observar os clientes e as tendências de mercado. “Selecionamos, inicialmente, alguns dos clássicos com maior saída, além do nosso coquetel autoral mais vendido, o Peach Spritz, para compor essa nova oferta”, diz o bartender Alex Sepulchro. As condições normais de qualidade, apresentação e sabor são mantidas. “Essa proposta amplia as possibilidades de experimentação, atende diferentes momentos de consumo e proporciona uma experiência mais versátil.” Além do drinque casa com Lillet, Vermute Rosé, Peach Tree, St. Verger e sidra de pêssego da Companhia dos Fermentados, há Negroni, Dry Martini, Fitzgerald, Bloody Mary e Whiskey Sour em versão mini – com valor entre R$ 32 e R$ 36.

@barastor 

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Caledônia

Kilig, da Caledônia. Foto: Maurício Porto.
Kilig da Caledônia. Foto: Maurício Porto.

No bar especializado em uísque, o sócio Maurício Porto e o bartender Alison Oliveira criaram dois coquetéis reversíveis, que podem ser pedidos com ou sem álcool. “Primeiro, desenvolvemos uma base com personalidade para sustentar a experiência. Depois, selecionamos destilados que não fossem apenas fonte de álcool, mas agregassem aroma, textura e profundidade de sabor. Quando retirados, a receita continua equilibrada e interessante”, diz Alison. O Kilig leva oolong milk tea infusionado em cheesecake, fermentado de morango, xarope triplo e ar de morango com hortelã – R$ 41 o mocktail; R$ 62 com Haku Vodka.  O outro é o Mono no Aware (R$39, o mocktail; R$66, com uísques Maker’s Mark e Hibiki.

@caledoniabar 

Chou 

Setim. Foto Divulgação.
Setim. Foto Divulgação.

No restaurante conhecido pela brasa e pela carta de vinhos, os drinques chamam a atenção não é de hoje. E para quem nunca provou coquetéis por lá, poder experimentar cinco deles em versão média é um deleite. São cinco opções, que variam de R$ 22 a R$ 33 – um clássico, o Espresso Martini, e quatro autorais: o Anoche, um tipo de Manhattan, o Martini Marroquino, o Onde o Amor Descansa, que leva cachaça Cana, licor de laranja, fermentado de cambuci e cereja amarena, e o Tremor, com vinho laranja, jerez manzanilla, cenouras assadas, mostarda e mel.

@restaurantechou 

Pininha 

Mini dry e dry do Pininha. Foto: Jose Eduardo Moreau.
Mini dry e dry, do Pininha. Foto: Jose Eduardo Moreau.

Pequeno como o bar, gigante como sua carta, é o Mini Dry do Pininha, com Martin Miller’s, Fords e Dolin Dry, servido em charmosa tacinha, baby coupé. Como o bar traz a possibilidade de escolher os drinques pelo destilado de preferência do freguês – a partir de um QR Code que reúne quase 300 rótulos –, é possível fazer outras versões de drinques pequenos. Basta aproveitar o balcão reduzido (são nove lugares) para conversar com o bartender Gabriel Szklo. 

@pininha.drinques 

Setim

Dirty Sour do Setim. Foto: Divulgação.
Dirty Sour do Setim. Foto: Divulgação.

O bar nasceu com a proposta de dar aos mocktails e aos drinques low alcohol o mesmo destaque que os coquetéis alcoólicos. O menu reúne opções autorais marcantes, que podem ser adaptáveis na dosagem alcoólica, seja com meia dose ou uma dose inteira, ou ainda sem nenhum destilado em suas composições. Fica a critério do cliente como quer começar ou encerrar a noite em coquetéis como o frutado Shrumble, que leva shrub de morango, limão tahiti, bitter de ruibarbo, pimenta gochugaru, soju opcional ou outro alcoólico de preferência. Há ainda a versão do clássico Manhattan, com vermute tinto, amaro averna, bourbon e bitter aromático, mais delicado e com menor teor alcoólico que o original; e o Lapsang Espresso Martini, feito com cold brew, chá lapsang souchong, xarope de tâmara, bitter de cacau e tequila na dosagem desejada.

@bar.setim

Colaborou: Paula Calçade

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