Eno Cultura coloca o Brasil no mapa da educação mundial do vinho
Escola brasileira é a única entre 110 inscrições de 28 países a receber reconhecimento nas três categorias do primeiro Excellence in Education Awards da WSET
A educação brasileira sobre vinhos acaba de ganhar um reconhecimento internacional de peso. A Eno Cultura é a única instituição entre 110 inscrições de 28 países a receber a distinção Highly Commended nas três categorias da primeira edição do Excellence in Education Awards, criado pela WSET para destacar iniciativas de seus provedores de cursos ao redor do mundo.
O resultado chama atenção justamente pela abrangência. A escola brasileira é reconhecida simultaneamente nas categorias Enterprise, Student Experience e Social Impact, que avaliam, respectivamente, desenvolvimento e inovação institucional, experiência oferecida aos estudantes e impacto social. Cada frente passa pela análise de um júri independente.
Fundada em São Paulo, em 2013, por Thiago Mendes, a Eno Cultura já formou mais de 15 mil alunos e acompanha de perto a profissionalização do mercado brasileiro de vinhos. A escola é também o primeiro centro autorizado a oferecer o WSET Diploma no Brasil e na América do Sul, e participa da chegada ao país de formações de instituições como Court of Master Sommeliers e Institute of Masters of Wine.
“Recebemos este reconhecimento com humildade e grande honra. Esta conquista reflete nosso compromisso de transformar vidas por meio da educação e pertence à nossa equipe, aos nossos educadores, parceiros e alunos. Ela demonstra que a excelência cultivada no Brasil pode conquistar reconhecimento internacional e inspirar pessoas em todo o mundo”, afirma Thiago Mendes.
Da sala de aula para um Brasil continental

A avaliação do prêmio considera projetos desenvolvidos entre agosto de 2024 e abril de 2026, período em que a Eno Cultura ampliou os formatos de ensino e apostou em um modelo capaz de vencer uma dificuldade particularmente brasileira: levar formação especializada a profissionais espalhados por um território de dimensões continentais.
Na categoria Enterprise, um dos destaques são os cursos híbridos dos níveis 2 e 3 da WSET, que combinam conteúdo gravado, plataforma digital, materiais próprios e degustações presenciais. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, as matrículas nesses cursos cresceram 27,1%, enquanto a taxa de conclusão chegou a 90%.
A experiência do aluno também entra no radar da premiação. Além de materiais autorais e acompanhamento dos educadores, os estudantes têm contato com profissionais internacionais, entre eles detentores do Diploma WSET, Masters of Wine e especialistas em diferentes regiões produtoras. No período analisado, a escola registrou 96% de aprovação no WSET Nível 2, diante de uma média global informada de 91%, além de ocupação média de 85% das turmas e índice de recompra de 29,2%.
Em 2026, a Eno Cultura ainda colabora para trazer ao Brasil o curso introdutório do Institute of Masters of Wine, aproximando profissionais brasileiros de uma das formações mais exigentes e prestigiadas do universo do vinho.
Quando educação em vinho também abre portas
É na categoria Social Impact, porém, que o ensino deixa de ser apenas uma ferramenta de especialização e passa a funcionar também como porta de entrada para o mercado. Em parceria com organizações nacionais e internacionais, a escola desenvolve projetos que combinam bolsas, apoio financeiro, mentoria, orientação profissional e acompanhamento dos participantes.
Entre agosto de 2024 e abril de 2026, o Wine for Life formou 47 participantes em São Paulo. O Sommelier do Futuro levou 15 jovens de escolas públicas do WSET Nível 1 ao Nível 2, enquanto uma parceria com a OCAM capacitou mais de 80 profissionais da gastronomia no Rio de Janeiro, incluindo trabalhadores com mais de 50 anos. Outras iniciativas permitiram que cerca de 130 profissionais realizassem cursos na instituição durante o período.
Para a Eno Cultura, o resultado tem um significado adicional. Treze anos depois de sua fundação, uma escola nascida em São Paulo não apenas acompanha os padrões internacionais de formação em vinhos, mas passa a ser reconhecida, nas três frentes avaliadas, dentro de uma rede presente em praticamente uma centena de países.



