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Festa no Banzeiro

Conheça um pouco da casa comandada por Felipe Schaedler, que está comemorando cinco anos

Manaus, a “Paris dos Trópicos”, é a capital do estado do Amazonas. A cidade, marcada pela alta umidade e pelo grande volume de chuvas, tem expoentes e símbolos famosos, como o Teatro Amazonas e a Arena da Amazônia. E, como não podia deixar de ser, sua gastronomia também tem um nome muito importante – mas este vindo de bem longe dali.

Nascido na cidade de Maravilha, localizada a mais de 600km da capital catarinense, o chef Felipe Schaedler se mudou para o Amazonas em 2004, com apenas 15 anos de idade. Depois de tanto tempo em solo manauara, ele já se declara amazonense de alma.

Hoje um dos principais nomes da culinária da região, Felipe tinha planos de carreira bem diferentes quando jovem. Queria se formar em Direito. Mas a ideia foi deixada de lado e ele acabou tomando o rumo da cozinha, influenciado pela pizzaria que os pais abriram na cidade de Itacoatiara, cidade localizada às margens do rio Amazonas. 

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Chef Felipe Schaedler | Foto: Paulo Vitalle

O Banzeiro, primeiro restaurante do chef, foi inaugurado em 2009, mudando não só a vida de Felipe como projetando a culinária amazonense no cenário gastronômico brasileiro. Passados 10 anos, o restaurante ganhou uma filial a mais de 2.600 km de distância, na capital paulista.

Em São Paulo, o chef escolheu a Rua Tabapuã, no Itaim Bibi, para ser seu segundo lar. Com menos de um ano de portas abertas, a casa recebeu o reconhecimento do Guia Michelin 2020, entrando para a lista de restaurantes Bib Gourmand, com boa relação entre custo e benefício.

“Ver que completamos cinco anos em São Paulo, um lugar muito competitivo, com uma pandemia no meio de tudo isso, é um grande privilégio”, diz o chef. “É sensação de missão cumprida por tudo o que a gente faz.”

Um pedacinho do Amazonas em São Paulo

Banzeiro, o nome que batiza o restaurante, é também como é chamado o movimento que o rio faz, mexendo com as embarcações.

A decoração da casa paulistana é inspirada na região Norte. Parede de taipa; fotografia em tamanho natural de um casal de indígenas Dessana, assinada por Sérgio Coimbra; e um painel de mais de 3m de altura do artista plástico manauara Talles Mattos, retratando uma canoa, entre diferentes pontos turísticos da capital amazonense.

Já o cardápio combina receitas originais do restaurante em Manaus e pratos que foram pensados especialmente para o público paulistano. Um dos principais que os clientes podem provar é o pirarucu curado no missô, servido com pó de formiga e farinha do Uarini hidratada com caldo de molho de soja. Outras receitas que prometem deliciar a todos são a a saúva com espuma de mandioquinha e também as costelinhas de tambaqui agridoce.

Costelinha de tambaqui | Foto: Rubens Kato

Contar com sabores nativos só é possível graças ao trabalho de pesquisa que Felipe realiza junto a produtores da região Norte. Os cogumelos que o chef utiliza, por exemplo, são cultivados por tribos Yanomami e vão parar em pratos como o lombo de tambaqui na brasa, nhoque de banana e até mesmo no drinque bloody do Banzeiro.

“Eu acho que a gastronomia amazônica é a gastronomia brasileira de um bioma específico. O nosso plano, a nossa ideia, a nossa missão é levar a culinária amazônica para o dia a dia das pessoas. Estamos conseguindo”, afirma Felipe.

Para beber

O mixologista Alex Mesquita foi o responsável pela  criação da primeira carta de drinques do Banzeiro. Inspirado nos sabores amazônicos, ele lançou mão de ingredientes vindos da floresta para criar as receitas.

Boas pedidas são o sour de jambu (cachaça de jambu, que é aquela folha que deixa a boca dormente, suco de abacaxi, angostura e mel) e o bloody do Banzeiro (tequila Don Julio, suco de tomate artesanal, suco de limão-siciliano, molho inglês, Tabasco, sal Maldon, aipo, caldo de cogumelo Yanomami e pó de formiga saúva).

Há também dois coquetéis envelhecidos, que foram batizados com os nomes dos rivais da Festa do Boi Bumbá: Caprichoso e Garantido. O primeiro leva brandy de Jerez, absinto, licor de alcachofra e cachaça premium. O segundo é feito com Campari e Noilly Prat.

“Fico muito feliz e muito honrado pela oportunidade que me foi dada e expresso aqui meu sentimento pelo trabalho maravilho do chef Felipe Schaedler, não só pela valorização dos ingredientes brasileiros, e o também pelo cuidado que ele tem com tudo isso” comenta Alex Mesquita.  “E também fico feliz com a aceitação do público de São Paulo e se sinto honrado por ver esse crescimento todo”, completa.

Serviço

Banzeiro São Paulo

Endereço: Rua Tabapuã, 830 – Itaim Bibi, São Paulo – SP

Horário de funcionamento: Segunda a sábado das 12h às 15h30 e 19h às 23h30. Domingo das 12h às 16h30

Telefone: (11) 93235-7003

Banzeiro Manaus

Endereço: Rua Libertador, 102 – Nossa Senhora das Graças, Manaus – AM

Horário de funcionamento: Segunda a sábado das 11h30 às 15h30 e 18h30 às 23h. Domingo das 11h às 16h e 19h às 22h

Telefone: (92) 98437-0274

Site: https://grupobanzeiro.com.br/

Instagram: @banzeiro.oficial

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