Para muitos brasileiros, viajar ao Chile é entrar em um cenário diferente: a Cordilheira dos Andes, a neve, os vinhos, os vales próximos a Santiago, a gastronomia em crescimento e uma capital que se tornou destino natural para turismo, compras e negócios. Mas agora, quem chega a Santiago também pode encontrar algo muito familiar: um pedaço autêntico do Brasil servido à mesa. Foi essa sensação que tive ao visitar o Fogo de Chão Santiago, primeiro restaurante da reconhecida marca internacional de origem brasileira aberto no Chile. Mais do que uma churrascaria, o local se apresenta como uma experiência enogastronômica em que o fogo brasileiro encontra os vinhos chilenos.
Padrão internacional
Fui recebido pessoalmente por seus dois sócios atuais, Tomás Cubillos e Andrés Turski, com quem tive uma longa e agradável conversa. Falamos sobre gastronomia, serviço, Brasil, Chile, vinhos e o desafio de trazer para Santiago uma marca com tanto reconhecimento internacional sem perder sua alma brasileira. Tenho uma relação antiga e muito próxima com o Brasil. Viajo praticamente todos os meses ao país e sou cliente frequente de churrascarias, especialmente do próprio Fogo de Chão em bairros como Moema e Indianópolis, em São Paulo; no belo restaurante de Botafogo, no Rio de Janeiro; e também em Las Vegas. Por isso, ao visitar o Fogo de Chão Santiago, carregava comigo uma referência muito concreta do padrão internacional da marca.

E posso dizer, com tranquilidade, que o espírito foi preservado. O ritmo do serviço, a presença dos gaúchos, a qualidade dos cortes, a hospitalidade e essa forma brasileira de transformar a mesa em um momento social estão presentes no restaurante chileno. Para o visitante brasileiro, isso tem um valor especial: em meio à viagem, entre a cordilheira, os vinhos e os passeios por Santiago, existe agora um lugar onde o Brasil também se reconhece.
Tradição brasileira
Um dos pontos mais importantes da experiência é a presença de gaúchos brasileiros que viajaram especialmente para Santiago para levar o ofício original do churrasco. Eles não apenas servem carne. Conhecem o corte, dominam o ponto, entendem o fogo e conduzem a experiência com aquele ritmo próprio das grandes churrascarias brasileiras. A tradição do rodízio permanece como parte central da proposta. Enquanto o sinal verde está sobre a mesa, os cortes continuam chegando. Quando o cliente deseja fazer uma pausa, basta virar para o vermelho. É simples, eficiente e profundamente brasileiro.

No Fogo de Chão Santiago, a experiência contempla 14 cortes premium preparados e servidos com padrão internacional. Entre eles aparecem clássicos da cultura do churrasco e uma incorporação muito especial ao território chileno: o cordeiro patagônico. Esse detalhe merece destaque. O cordeiro da Patagônia carrega origem, paisagem e identidade. Ao integrá-lo a uma proposta brasileira, o restaurante não apenas replica um modelo internacional, mas cria uma conversa com o Chile. O Brasil aporta o fogo, o rodízio, os gaúchos e a tradição do churrasco. O Chile entra com sua Patagônia, seus vinhos e sua força territorial.
Fogo de Chão Santiago
CV Galeria, Alonso de Córdova 4355, Santiago, Chile
@fogodechao_santiago
Por Christian Villalobos Almendares (@Dondeviajo / @Guiadelvino_org)



