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Galeto Sat’s pousa em São Paulo e tempera o Pirajá com a boemia de Copacabana

Clássicos do lendário botequim carioca ganham temporada especial na unidade da Vila Mariana e inauguram o projeto Ponte Aérea entre Rio e São Paulo

Algumas tradições não cabem em um único endereço. Elas pedem viagem, conversa de balcão, chope gelado e aquela sensação de que a noite ainda está apenas começando. É esse espírito que chega a São Paulo a partir de 10 de março, quando o Pirajá passa a receber no cardápio alguns dos clássicos do Galeto Sat’s, um dos mais emblemáticos redutos da boemia de Copacabana.

A temporada acontece na unidade da Vila Mariana e inaugura o projeto Ponte Aérea, iniciativa que pretende aproximar ainda mais as culturas de botequim do Rio de Janeiro e de São Paulo. A ideia é criar encontros que celebrem bares com história, personalidade e pratos capazes de atravessar cidades sem perder o sotaque.

Fundado em 1967 em Copacabana, o Sat’s ocupa um lugar especial na memória afetiva carioca. Conhecido como o bar que quase nunca fecha, é daqueles endereços que ganham vida quando a cidade desacelera e a madrugada começa a se alongar. Entre chope bem tirado e galetos que saem do braseiro fumegando, o balcão vira território democrático onde gerações se encontram.

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Sob o comando da família Rabello, a casa preserva aquilo que sustenta qualquer grande botequim. Cozinha direta, sabor sem exageros e um ambiente que convida à permanência. Mais do que um bar, o Sat’s se tornou uma espécie de instituição informal da vida noturna carioca.

Para transportar esse espírito a São Paulo, a equipe do Pirajá foi até o Rio aprender as receitas diretamente com o time do Sat’s. O resultado é um cardápio enxuto que traduz a essência do botequim carioca. O protagonista é o Galeto Sat’s, assado na hora e finalizado com molho de laranja e limão, acompanhado por coração de galinha na brasa, pão de alho recheado, farofa de ovos e a clássica batata portuguesa.

Pirajá / Chope / Foto: AngeloDalBo

A aproximação entre as duas casas também tem raízes antigas. No final dos anos 1990, um grupo de amigos percorreu o Rio de Janeiro em busca dos segredos dos botequins da cidade. Entre balcões históricos e mesas animadas nasceu a ideia de criar em São Paulo um bar capaz de reproduzir aquele ambiente.

Dessa viagem surgiu o primeiro Pirajá, inaugurado em 1998 na Avenida Faria Lima. Ao longo dos anos, o bar se consolidou como um dos principais intérpretes paulistanos da cultura de botequim carioca. A casa cresceu, abriu novas unidades e manteve viva a inspiração que nasceu naquele roteiro informal pelo Rio.

A chegada do Sat’s ao cardápio funciona quase como um reencontro com essa origem. Um gesto de reconhecimento a um dos bares que ajudaram a moldar a identidade do Pirajá desde o começo.

O projeto Ponte Aérea nasce justamente com esse espírito. O Sat’s inaugura a série, mas a proposta é seguir convidando endereços que carreguem história, memória e autenticidade. Mais do que tendência, trata-se de celebrar aquilo que faz um botequim atravessar gerações.

Se depender do clima de balcão, a ponte entre Rio e São Paulo promete voos frequentes. E, como acontece nas melhores noites de bar, sem pressa para pousar.

Pirajá Vila Mariana
Rua Gandavo, 416 – Vila Mariana
Segunda a sexta das 17h às 0h
Sábado das 12h à 1h
Domingo das 12h às 20h
@barpiraja

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Horst Kissmann

Editor de Vinhos e Bebidas || @kissmann

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