Grand Cru recebe Regina Ardura da vinícola espanhola Matarromera
Export Manager da vinícola espanhola, esteve no Brasil para apresentar novidades
Por Nelson Peixoto (@nelsoncsp)
No final da década de 1980, quando seu pai lhe indicou o Pago de Matarromera — uma área coberta por vegetação de alecrim — para iniciar o cultivo de uvas, Carlos Moro certamente não imaginava que, em poucos anos, desenvolveria um verdadeiro império vitivinícola. O projeto, que começou em Ribera del Duero, expandiu-se para diversas denominações espanholas, como Rioja, Rueda, Toro, Cigales, Rías Baixas e Ribeiro.
Na região onde a empresa nasceu, predomina a Tempranillo, plantada nas zonas de Olivares e Valbuena, na área conhecida como Milla de Oro da Ribera del Duero. Em pouco mais de uma milha, concentram-se algumas das vinícolas mais respeitadas do país, como Vega Sicilia, Pingus, Aalto, Arzuaga e a própria Matarromera, entre outras.

Com agricultura orgânica, modernas técnicas de vinificação e forte compromisso com sustentabilidade, a Matarromera se destaca pela produção de vinhos elegantes, com marcantes notas florais — presentes inclusive em safras mais antigas, algo pouco comum entre os potentes tintos da região.
Em evento realizado pela Grand Cru, Regina Ardura conduziu uma degustação de alguns dos principais rótulos disponíveis no Brasil. A apresentação começou pelo Verdejo Fermentado em Barrica 2023 (R$ 429,90), branco da D.O. Rueda fermentado e envelhecido em barricas francesas, de corpo médio, grande concentração aromática de frutas brancas maduras, notas cítricas e toques de baunilha — um vinho austero e gastronômico.
Na sequência, Regina apresentou uma mini vertical de Matarromera Crianza (R$ 429,90), destacando como cada safra expressa as condições climáticas do ano: 2018 (geadas primaveris), 2019 (ano muito seco), 2020 (ano mais fresco) e 2021 (inverno rigoroso e verão muito quente). Apesar das diferenças, a elegância e as notas florais — especialmente violeta — se mostraram uma assinatura da vinícola.

Depois, foram degustados o Matarromera Reserva 2019 (R$ 659,90), com 14 meses em barricas de carvalho (80% francesas e 20% americanas), em que predominam aromas de frutas vermelhas, ótima acidez e taninos suaves; e o Matarromera Gran Reserva 2016 (R$ 1.239,90), envelhecido por 24 meses em barricas francesas e mais cinco anos em garrafa, um tinto que mantém viva a fruta negra e as notas de violeta e lavanda.
A degustação terminou com uma comparação entre dois estilos elaborados a partir da mesma parcela, “Las Solanas”. O Prestigio 2020 (R$ 849,90) é um vinho de autor que foge às regras da região e passa por uma doble crianza: nove meses em barricas francesas novas e mais nove em barricas americanas novas, resultando em um tinto com nuances aromáticas de especiarias (cravo, noz-moscada), tinta nanquim e toque herbáceo (tomilho). Já o Matarromera Pago de las Solanas 2016 (R$ 3.629,90) segue as normas da D.O. Ribera del Duero e só é lançado em grandes safras. É um vinho de coloração rubi intensa, grande concentração de fruta negra madura e aromas de baunilha, canela e chocolate, além da já tradicional nota floral da marca, com final longo e persistente.
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