A simplicidade refinada de Helena Rizzo
Chef participa do Mesa Tendências, em 14 de novembro, para falar sobre inovações nos serviços de hospitalidade
Gaúcha de Porto Alegre, Helena Rizzo chegou a se aventurar na arquitetura, em uma breve passagem pela faculdade. Aos 18 anos, decidiu sair da casa dos pais rumo a São Paulo. Chegou a trabalhar como modelo, garçonete e estagiária em restaurantes da capital paulista. Três anos depois, embarcou para a Europa, onde aumentou seu currículo em restaurantes no exterior.
Mesmo com bastante experiência na cozinha, foi durante um jantar no El Celler de Can Roca, em Girona, que ela teve a certeza de que a gastronomia era sua vocação. Helena foi pedir diretamente a um dos proprietários para trabalhar na casa e, assim, passou quatro meses por lá. Foi nesse restaurante que a chef conheceu Daniel Redondo, que viria a se tornar seu sócio.
Depois de passar pelo Celler, Helena ficou um ano em um restaurante do grupo em Barcelona, o Moo. De volta a São Paulo, convidou Daniel para abrirem seu próprio restaurante e, assim, em 2006, nasceu o Maní. Com uma cozinha contemporânea e ingredientes simbólicos do Brasil, a casa detém uma estrela Michelin desde a chegada do guia ao país, em 2015.
Há nove anos, Daniel se desligou do Maní e, hoje, Helena está à frente não só do primeiro restaurante, mas também de uma casa de eventos, a Casa Manioca; de um restaurante mais casual, o Restaurante Manioca; e de uma padaria, a Padoca do Maní.
No dia 14 de novembro, Helena Rizzo participa do Mesa Tendências para falar sobre hospitalidade interna e sobre como os alunos do Lab.maní, curso de cozinha do Maní, são recebidos quando chegam à casa.
Confira o bate-papo com a chef, que antecipa sua participação no evento e revela um pouco de sua trajetória e de sua visão sobre o que significa receber bem.
Você começou a se aproximar da gastronomia depois de passar por experiências bastante diferentes, como a arquitetura e o trabalho como modelo. O que a cozinha despertou em você que as outras áreas não despertaram?
Muitas coisas, mas acho que as mais importantes foram a sensibilidade, a necessidade de estar sempre pesquisando e com os poros abertos para aprender, a necessidade de apuro técnico, a rapidez e um senso estético ainda mais apurado.
Sua cozinha sempre teve uma relação muito forte com ingredientes e referências brasileiras. Como essa relação com o Brasil foi se transformando ao longo da sua trajetória?
Ela foi se aprofundando à medida que eu fui conhecendo mais e melhor nossos ingredientes e técnicas culinárias. Recentemente coloquei no menu um beiju de mandioca que comi um dia em uma almoço na casa da Neide Rigo, que é uma grande influência para mim. Um preparo indígena lindo que eu ainda não tinha levado para o menu do Maní. Tem sempre uma fruta nova, uma semente nova que ajuda a condimentar, um tubérculo. A beleza de aprender é que não tem fim, risos.
Quando você fala em restaurante, o que significa, para você, receber bem?
O mais importante acredito que seja deixar o cliente à vontade. Tanto que no Maní nós temos um serviço um pouco mais informal do que o se faz nos restaurantes de fine dining convencionais. Que é meio o meu jeito e o dos meus sócios, tem uma aura mais informal da qual gostamos muito.
Você já esteve dos dois lados da experiência do restaurante, inclusive como garçonete no início da carreira. Essa experiência influenciou a maneira como você conduz suas equipes hoje?
Com certeza. Mas acho que a maior influência é esse jeito mais relaxado que eu e meus sócios temos. Essa visão de você pode servir uma comida refinada, com ingredientes incríveis e técnica refinada, mas oferecer um serviço que deixe todo mundo à vontade, sem muita cerimônia.
Participe do Mesa SP, que acontece entre 12 e 14 de novembro com programações no Mesa Tendências, Mesa Ao Vivo e Farofa do Brasil. Confira a programação e compre ingressos clicando aqui.



