I Love Italian Wines percorre o Brasil aproximando produtores italianos do mercado nacional
Roadshow passou por Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, reunindo mais de 60 empresas, cerca de 600 rótulos e masterclass conduzida por Jorge Lucki
São Paulo recebeu, no dia 16 de setembro, a terceira etapa do roadshow I Love Italian Wines, iniciativa que aproxima produtores italianos do mercado brasileiro. Realizado no JK Iguatemi, o encontro reuniu mais de 60 empresas entre vinícolas e importadoras e colocou em degustação cerca de 600 rótulos.
Promovido pela ICE, Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas, em parceria com a Vinitaly e a Wine South America, o roadshow passou anteriormente por Brasília e pelo Rio de Janeiro. Depois de São Paulo, a programação seguiu para Curitiba, completando o circuito brasileiro.
Produtores de regiões conhecidas no Brasil, como Vêneto, Toscana e Puglia, dividiram espaço com representantes de Abruzzo, Friuli e outras áreas produtoras. Entre os expositores também estavam vinícolas que ainda não possuem distribuição no país.
Conexão Itália-Brasil
Em conversas com alguns dos produtores presentes, ficou evidente que a aproximação com o mercado brasileiro também passa pela busca de novos parceiros e pela possibilidade de apresentar rótulos que ainda não chegaram às cartas de restaurantes e às lojas especializadas.
Para quem acompanha o vinho italiano, a feira ofereceu a oportunidade de conhecer pequenos produtores, projetos regionais e rótulos que ainda são pouco familiares ao consumidor brasileiro.

A masterclass
A relação entre território e vinho também apareceu na masterclass conduzida pelo jornalista e crítico de vinhos Jorge Lucki. A seleção passou por diferentes partes da Itália e reuniu uvas e estilos distintos, permitindo acompanhar essa mudança de perfil ao longo da degustação.
Para a masterclass, Lucki selecionou oito rótulos.
O primeiro foi o Ribelle Pingolletto Spumante Bianco Brut, da EMG/Messori, produzido nas Marche. Depois veio o Petite Arvine Châtel Argent 2024, Valle d’Aosta DOC, da Cecconello, representando a região do Valle d’Aosta.
Da Campânia foi servido o Greco di Tufo DOCG 2024, da Agricola Bellaria. Em seguida, o Sauvignon DOC Friuli, da Cabert, representou Friuli Venezia Giulia.
Entre os tintos, apareceu o Tralcetto Montepulciano d’Abruzzo, da Zaccagnini / Argea. A seleção também incluiu o Patrizio Magri 2016, da Mondo Italy.
A Toscana entrou com dois rótulos: o Vino Nobile di Montepulciano Riserva “Riello delle Balze” DOCG, trazido pela Vinífera Import, e o Chianti Classico Vigneto Boscone DOCG 2020, do Castello Monterinaldi.
A escolha das garrafas levou a degustação por diferentes denominações, castas e estilos, com vinhos de regiões que apresentam características próprias de clima, altitude e solo.
Pra fechar
E, quando a masterclass já estava chegando ao fim, veio uma surpresa. Foi servido o Amarone della Valpolicella 2016 DOCG, da Secondo Marco, do Vêneto. O vinho encerrou a sequência com uma mudança de estilo e trouxe para a mesa uma das denominações mais conhecidas da região. O Amarone com seus 10 anos estava prontíssimo e muito elegante, e fechou com maestria a degustação.
Mais do que colocar vinhos e produtores frente a frente com o mercado brasileiro, encontros como esse mostram a importância das relações que se constroem em torno da bebida.
Para quem trabalha com vinho, estar nesses espaços também significa conhecer produtores que ainda não fazem parte do nosso repertório, ouvir suas histórias, trocar informações e acompanhar de perto os movimentos de um mercado que está sempre se renovando. No fim, uma feira de vinhos não termina quando as últimas taças são recolhidas: é justamente dali que começam novas conversas, parcerias e caminhos.
Por Luiza Portela
@winesure



