Kátia Barbosa no Mesa ao Vivo Bahia 2023
Reinventando a Gastronomia Brasileira com Sabor e Afeto.
Quando se fala em comida popular brasileira no Brasil, Kátia Barbosa é o primeiro nome entre cozinheiros dessa vertente culinária. A cozinheira, que acaba de inaugurar o Sofia, transformou um dos principais pratos de nossa gastronomia, a feijoada, num petisco, hoje o mais copiado do país, começou carreira num pequeno botequim na Praça da Bandeira, o Aconchego Carioca. Katita oferece também suas receitas embaladas a vácuo, para quem quiser degustar no aconchego do lar, através do Katita em Kasa. No Norte Shopping, inaugurou no fim de 2020 o Katita – Chef Kátia Barbosa, espaço localizado no Taste Lab, um coletivo gastronômico que reúne grandes nomes da Gastronomia carioca. Alguns meses depois a marca chegou também ao UpTown, na Barra da Tijuca. Lá a chef serve um mix de receitas que marcaram a sua trajetória. A primeira vez que Kátia se viu profissionalmente numa cozinha foi no começo dos anos 2000. Nessa época, o Aconchego Carioca era um bar despretensioso, tocado por um de seus irmãos, que também fazia as vezes de cozinheiro. Nas folgas, Kátia rumava para as livrarias, pedia um chá e passava tardes lendo, anotando tudo o que pudesse das publicações de culinária, e criando o próprio repertório. Katita, para os mais chegados, nunca cursou gastronomia, ao contrário de sua filha Bianca Barbosa, com quem hoje divide as panelas. Mas sabe, como ninguém, traduzir a alma brasileira em receitas carregadas de suas próprias experiências de vida. Um exemplo é o famoso bolinho de feijoada, que nasceu da sua memória afetiva. “Da lembrança da minha mãe pegando um pouquinho de feijão e misturando a um pouquinho de farinha, e me dando na boca, para me convencer a comer”. O petisco, dos mais copiados do país, foi apenas o primeiro numa linha extensa de pequenas releituras de clássicos da culinária brasileira. Das mãos da cozinheira saíram também bolinho de abóbora com carne seca; de feijão branco com rabada, entre outros. Mas a paixão pela cozinha foi herança mesmo do pai de Kátia, um paraibano que veio tentar a vida no Rio como tantos outros. Vendedor de cuscuz, cocada e quebra-queixo, seu Ermiro gostava de um fogão e, quando a mulher reclamava, o obrigando a fazer dieta, passava a mão nos filhos e fugia para a Feira de São Cristóvão. “Lá a gente comia de tudo, a comida nordestina foi e é, até hoje, minha grande influência”, diz a chef que, no começo de 2017, inaugurou o Bar Kalango, também na Praça da Bandeira, para servir também comida brasileira, porém focada no sertão brasileiro.




