Macán e Tokaj-Oremus: excelência da Vega Sicilia em Rioja e na Hungria
Do frescor da Furmint aos tintos de guarda de Rioja, rótulos que unem tradição e modernidade
Fundada em 1864, a Vega Sicilia é considerada uma das mais prestigiosa vinícola da Espanha e um dos nomes mais respeitados do mundo do vinho. Desde que passou às mãos da família Álvarez, em 1982, iniciou um movimento de expansão cuidadoso e estratégico, criando projetos fora de Ribera del Duero, sempre com a filosofia de unir identidade local e rigor técnico.
Foi assim que nasceu, em Rioja, o projeto Macán, em parceria com a família Rothschild (Château Lafite). A estreia, em 2009, simbolizou uma nova forma de interpretar a região, com vinhos de corte moderno, grande elegância e potencial de guarda. A dupla de rótulos expressa duas visões complementares: o Macán Clásico, fresco, acessível e pronto para beber ainda jovem; e o Macán, mais profundo, estruturado e sofisticado, destinado a evoluir por décadas e a figurar entre os grandes tintos de Rioja.

Já em 1993, a Vega Sicilia voltou seus olhos para o leste europeu e assumiu o desafio de preservar a tradição milenar de Tokaj, na Hungria. Foi criada então a Tokaj-Oremus, instalada em vinhas históricas e adegas subterrâneas escavadas na rocha vulcânica. Tokaj é um dos terroirs mais antigos do mundo, reconhecido desde 1737 como Denominação de Origem, e célebre pelos vinhos doces Tokaji Aszú, elaborados com uvas afetadas pela Botrytis cinerea, a “podridão nobre” que concentra açúcar e acidez. Esses vinhos foram reverenciados por reis e nobres ao longo dos séculos, citados por Luís XIV como “o vinho dos reis e o rei dos vinhos”.

Além dos doces, a Oremus também deu protagonismo aos brancos secos da uva Furmint, especialmente o Mandolás, que trouxe nova vitalidade à região ao revelar um lado fresco, mineral e gastronômico de Tokaj. Entre os rótulos mais exclusivos está o Tokaji Furmint Petracs 2020, uma joia rara com potencial de guarda de pelo menos 15 anos. Menos de 20 garrafas chegaram ao Brasil e, em situações como essa, a venda é limitada a uma unidade por CPF, segundo explica Otavio Lilla, comandante da Mistral. Um verdadeiro tesouro líquido que traduz a raridade e o prestígio do terroir húngaro.
Entre Macán e Tokaj-Oremus, a Vega Sicilia mostra duas faces distintas e complementares: a ousadia de criar um novo ícone moderno em Rioja e o compromisso de perpetuar séculos de história e cultura em Tokaj. No Brasil, essa diversidade chega pelas mãos da Mistral, que traz para a taça tanto a sofisticação espanhola quanto a doçura lendária da Hungria.



