Música e vinho
Acesse os álbuns e playlists que o sommelier e músico Guilherme Giraldi selecionou para harmonizar com três rótulos

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Comida é arte, cultura, literatura, música, tudo junto. Por trás das inspirações gastronômicas e enológicas de quem trabalha na área, em Bar Aberto, no caderno Em Estado Líquido, traremos, de tempos em tempos, “O Que Você Está Ouvindo?”. Aqui você confere os links dos álbuns e playlists escolhidos pelo sommelier e músico Guilherme Giraldi para inaugurar a seção – e também o texto completo da harmonização.
Pique, Dora Morelenbaum
“Disco impressionante para uma artista de menos de 30 anos. Composições e letras maduras, muita inteligência com um suingue assombroso. Novíssima música brasileira no seu auge. Então, nada melhor que um lindo vinho brasileiro cheio de vitalidade.”
Pét-Nat Chardonnay/Pinot Noir da Vivente (Vivente)
“Muita elegância para um Pét-Nat (às cegas, pode se passar muito próximo de um Champagne, se tiver alguns anos de garrafa). Bolhas delicadas, mas com muito frescor e pegada.”
Gueri 7.0 – Halfcrazy
“Essa série de playlists tem a cadência e o groove do soul, com um toque de sensualidade como norte.”
Pinot Noir da Borgonha, de Dureuil Janthial (Anima Vinum)
“Só consigo imaginar um Pinot Noir da Borgonha. Aquele perfume sedutor, com floral, frutas vermelhas frescas, acidez e delicado amargor que pedem mais um gole. Nada muito extravagante, um Bourgogne regional de entrada, de uma safra recente.”
Let Go, Robert Glasper
“Para esse álbum meditativo, delicado, introspectivo, penso num vinho etéreo para acompanhar.
Primitif 2023, do Domaine Giachino (De La Croix)
“Um branco dos alpes franceses, cristalino e puro como a água de degelo. Aqui no Brasil temos disponíveis cuvées de um ótimo produtor do Savoie. O Primitif 2023, do Domaine Giacchino, é um 100% Jaquère, casta típica da região. Mineral, fresco, com um lindo equilíbrio entre a acidez cortante e a textura do trabalho com borras.”



