Noma reabre as portas sem René Redzepi no comando
Após o fechamento decorrente de denúncias envolvendo Redzepi, o premiado restaurante passa a ter um novo chef executivo, enquanto o fundador assume a direção criativa da casa
O Noma, um dos restaurantes mais premiados do mundo, volta a abrir as portas nesta quarta-feira (5), após seu fechamento em decorrência de uma série de denúncias de antigos colaboradores, envolvendo o chef René Redzepi. O famoso endereço em Copenhague reabre com o mexicano Pablo Soto no cargo de chef executivo, enquanto Redzepi passa a ocupar a direção criativa da casa.
Além da mudança na estrutura da equipe, o menu também passa por uma renovação. Enquanto antes os pratos mudavam para acompanhar as estações do ano, agora eles serão renovados mensalmente. Para provar o menu degustação do Noma, o cliente deve desembolsar um valor fixo de 4.500 coroas dinamarquesas — cerca de R$ 3.500.

Histórico
O restaurante encerrou as atividades temporariamente após a divulgação, pelo The New York Times, de depoimentos de mais de 35 ex-funcionários, em março deste ano. Os relatos, que surgiram por meio de um ex-cozinheiro em um blog, incluem acusações de abuso físico e psicológico, como empurrões dentro da cozinha e pressão constante, entre 2009 e 2017. Quando as alegações vieram a público, o chef pediu desculpas e se afastou da operação, após 23 anos.
Ao lado do empresário Claus Meyer, Redzepi inaugurou o Noma na capital dinamarquesa em 2003. O restaurante liderou cinco vezes a lista do The World’s 50 Best Restaurants e conquistou três estrelas Michelin em 2021. Sua “nova cozinha nórdica” quebrou uma barreira na Europa ao colocar ingredientes locais como protagonistas dos pratos.



