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De geração para geração

Neste Dia dos Pais, chefs contam sobre o amor pela gastronomia que passa de pai para filho

O ritmo de sovar a massa. O processo de misturar os ingredientes. O aroma que se espalha pelos cômodos de toda a casa. Todos são motivos pelos quais Joaquim, de 6 anos, e Marieta, de 4 anos, adoram estar na cozinha. E, claro, que aí há uma pitada de incentivo do pai, o chef  Fábio Vieira, que comanda o restaurante Micaela, em São Paulo.

Ele conta que a arte de cozinhar sempre fez parte de sua família. “Meu pai morreu quando eu tinha 5 anos, mas tenho uma lembrança muito forte do cheiro de domingo. Isso porque era quando ele fazia belisquete, uma combinação de pastinha de gorgonzola, uísque e cebola, que eu uso no restaurante até hoje. Foi inclusive essa receita a responsável por minha primeira aparição nas páginas de Prazeres da Mesa”, contou o chef.

Mas não era apenas o pai que tinha dotes colunários. Tanto é que Fábio conta ter herdado o dom para a cozinha de sua bisavó, dona Micaela (que inclusive dá, hoje, nome ao restaurante do chef). E é por isso que Fábio procura, sempre que pode, incentivar a paixão dos filhos pela gastronomia.

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Marieta, a filha mais levada, gosta de experimentar de tudo. “Ela já até colocou ovo cru na boca”, diz o chef. Enquanto Joaquim não abre mão do seu sorvete de cambuci, que ganha toda vez que visita o pai no trabalho. 

Rafael Shu e Jin Shun | Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal
Paixão de família

Quem também se apaixonou pela arte de cozinhar sob forte influência do pai, foi o empresário Rafael Shu –  responsável pelo restaurante coreano Mr Jin, localizado no bairro de Moema.

A história por trás do estabelecimento começou com a sua avó, que passou a paixão pela culinária asiática para o filho, Jin Shun. Ele, por sua vez, decidiu transformar a paixão em trabalho. “Meu pai sempre me ensinou que comida é uma forma de estar perto da família, que a mesa é algo sagrado. Então, eu decidi unir a paixão dele com uma oportunidade de mercado na comida coreana”, contou o empresário.

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Amanda Borges

A sul-mato-grossense se mudou para São Paulo aos 17 anos para cursar jornalismo. Hoje, formada pelo Mackenzie, a paulistana de coração - que não abre mão do seu bom e velho tereré gelado - se aventura em uma nova paixão, a gastronomia.

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