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O hotel cinco estrelas que muda de paisagem todos os dias

Com suítes voltadas para o mar, gastronomia conectada aos destinos e serviço personalizado, o Explora III aposta em uma nova ideia de luxo sobre as águas

Existe um tipo de viagem em que o hotel deixa de ser apenas o lugar onde você dorme e passa a fazer parte da experiência. Em vez de trocar de acomodação a cada cidade, enfrentar check-ins, malas e deslocamentos, basta abrir a cortina da suíte para descobrir uma nova paisagem.

Foi exatamente essa sensação que tive durante o jantar de lançamento do Explora III, novo navio da Explora Journeys, marca de luxo do Grupo MSC Cruzeiros, realizado no Fasano, em São Paulo. Ao longo da apresentação, ficou claro que a marca não está vendendo um cruzeiro. Está vendendo um estilo de viajar. A empresa chama esse conceito de Ocean State of Mind. Eu chamaria de um hotel cinco estrelas que, por acaso, navega.

EXPLORA III / Foto: divulgação

Estreando neste mês, o Explora III será o terceiro navio da frota da companhia, que deve chegar a seis embarcações até 2028. A bordo, são 463 suítes para cerca de 900 hóspedes, uma ocupação bastante reduzida se comparada aos mega cruzeiros que transportam milhares de passageiros. As viagens partem de R$30 mil por pessoa, dependendo do roteiro e da categoria escolhida, posicionando o produto em um segmento bastante exclusivo do turismo.

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Durante a apresentação, Flávio Correia, diretor comercial da Explora Journeys no Brasil, deixou claro que uma das primeiras decisões da Explora Journeys foi abandonar até mesmo a palavra “cabine”. Todas as acomodações são chamadas de suítes e faz sentido. A menor delas possui cerca de 35 metros quadrados, todas contam com terraço privativo voltado para o mar e foram desenhadas para que o hóspede não tenha a sensação de estar preso dentro de um navio.

A gastronomia ocupa um papel central dentro da experiência. São seis restaurantes temáticos, que vão da cozinha francesa contemporânea à mediterrânea, passando por culinária asiática, steakhouse europeia e um marketplace gastronômico com diferentes estações. Mas o que mais me chamou atenção não foi apenas a quantidade de restaurantes. Foi a maneira como a gastronomia dialoga com os destinos.

EXIII-IV Lobby Bar / Foto: divulgação

Entre as experiências oferecidas pela companhia estão aulas de culinária inspiradas na região visitada. Em vez de apenas provar um prato típico, o hóspede pode visitar mercados locais, cozinhar ao lado de chefs e aprender receitas relacionadas à cultura daquele destino. É uma forma interessante de transformar cada parada em uma experiência, e não apenas em um passeio.

Quem também elogiou esse cuidado foi Manoel Beato, um dos sommeliers mais respeitados do Brasil e responsável pela harmonização do jantar. Ao comentar a adega da Explora Journeys, ele destacou a diversidade da seleção. “É uma carta bastante encorpada e muito diversa.” Segundo Beato, o acervo reúne rótulos que, muitas vezes, são difíceis de encontrar até mesmo em grandes restaurantes brasileiros.

EXIII Helios Pool / Foto: divulgação

Ao longo da noite, outro aspecto ficou evidente: a obsessão pelos detalhes. Segundo a companhia, a proporção é de aproximadamente um anfitrião para cada 2,5 hóspedes, permitindo um atendimento extremamente personalizado. Maria Fernanda Trentin, líder de Marketing & PR da Explora Journeys, comentou que muitas vezes a equipe leva a bebida favorita do hóspede antes mesmo que ele precise fazer o pedido. Há ainda quatro piscinas, spa premiado, academia, experiências de bem-estar e boutiques de marcas como Rolex e Cartier.

EXPLORA III / The Chef's Table by Explora Journeys / Foto: divulgação

Saí do jantar pensando que talvez a maior inovação do Explora III não seja nenhuma piscina, nenhuma suíte presidencial ou a adega premiada. É a mudança de perspectiva. Durante décadas, os cruzeiros venderam entretenimento em escala: muitos passageiros, programação intensa e atrações o tempo todo. O Explora III segue na direção oposta. Menos hóspedes. Mais espaço. Menos pressa.

O verdadeiro luxo talvez esteja justamente aí: acordar diante de um novo destino sem abrir e fechar a mala, sem enfrentar aeroportos e sem abrir mão do conforto de um hotel que permanece o mesmo durante toda a viagem. Quando o percurso passa a ser tão importante quanto a chegada, o navio deixa de ser apenas o meio de transporte e se transforma no próprio destino.

@explorajourneys

Por Luíza Cardoso (@luizacardosocosta)

 

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