O Pasquim, 10 anos de música, histórias, comidas e bebidas
Icônico bar paulista completa uma década de portas abertas com festa no Mercado Municipal e revela os planos de expansão para o futuro
Na Rua Cantareira, na região central de São Paulo, fica localizado um dos lugares mais famosos da capital paulista, o Mercado Municipal. E foi lá, neste tradicional ponto da cidade, que o bar O Pasquim iniciou as comemorações dos 10 anos de existência.
Durante a semana, o Mercadão funciona até às 18h. Na noite de 6 de agosto, logo depois que cessou o movimento de consumidores, com vendedores chamando a freguesia na garganta, começou outro movimento bem diferente: a festa de aniversário do Pasquim.

Segundo um dos sócios e criadores do bar, Humberto Munhoz, foi necessário pedir autorização para a organização do local e a escolha deste horário pós expediente foi para que os convidados conseguissem curtir um pouco, sem a correria tradicional do local.
O começo de um sonho
Humberto Munhoz apresentou um pouco da história do bar. O começo foi em 2014, no endereço da Vila Madalena, um dos principais bairros boêmios de São Paulo. A origem do nome da casa remete ao século passado. Segundo Munhoz, na década de 70, já existia um bar na região, onde os jovens estudantes da Universidade de São Paulo (USP) se reuniam para ler o jornal O Pasquim.
A publicação circulou entre 1969 e 1991 e tinha como marca registrada o bom humor e os desenhos de grandes cartunistas, que inspiraram a decoração do bar. Ziraldo, um dos fundadores do jornal, apadrinhou a casa da Vila Madalena. Na época da inauguração do bar, no entanto, o comércio do bairro passava por dificuldades. “A gente quase quebrou, ficamos dois anos e meio levando prejuízo e tentando entender o que o público realmente queria”, lembra Munhoz.
A virada do jogo
Um dos pilares do bar é sem dúvida a música. No site oficial há algumas frases que reforçam isso: O Pasquim Bar e Prosa mantém vivo diariamente o compromisso proposto no samba composto por Edson Conceição e Aloísio Silva e eternizado em 1975 pela cantora Alcione: Não Deixe o Samba Morrer, Não deixe o Samba acabar. E foi com a música que a casa começou a virar o jogo.
Ainda em 2018, durante a Copa do Mundo da Rússia, O Pasquim apostou na transmissão dos jogos. “Eu lembro de uma sexta-feira de jogo do Brasil contra a Costa Rica às 9h, a gente abriu às 7h com bufê de café da manhã e uma hora e meia depois a fila para entrar no bar dava volta na rua”, conta o empresário.
Novos endereços
Depois da consolidação na Vila Madalena, O Pasquim se expandiu e abriu em outros endereços na capital paulista, na Avenida Braz Leme e na Mooca. O bar também teve um espaço no primeiro andar do Mercadão, desde então almejando subir para o segundo
andar, onde funciona hoje.
“Sempre quisemos estar em todos os cantos de São Paulo. Já estávamos na Zona Norte, com a unidade da Braz Leme; na Leste, com a loja da Mooca; na Oeste, com a da Vila Madalena, e antes de olharmos para a Sul, enxergávamos o Mercadão um grande polo turístico. Depois de muita negociação, conseguimos abrir aqui no mezanino do mercado”, afirma Munhoz, que torce pela revitalização do Centro de São Paulo.

Segundo ele, a região tem grande potencial, mas ainda é mal explorada. “Estamos vendo uma movimentação dos órgãos públicos para revitalizar o Centro. Acho que o Mercado Municipal pode ser um grande propulsor dessa retomada da região”, comenta.
“Fincamos a bandeira da marca no Centro Histórico da cidade. Para gente é uma super conquista. Estamos muito felizes com o desempenho dessa unidade”, acrescenta o chef Thiago Sodré, membro do grupo que administra o bar, o 3T Brasil.
Um futuro de muita comida e música
Para não deixar o samba morrer e continuar oferecendo uma boa experiência para os clientes, O Pasquim vai seguir crescendo nos próximos anos. No primeiro semestre de 2025 deve ser inaugurado uma unidade no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Já no segundo semestre do próximo ano, o bar ganhará sua primeira loja de shopping.
“Estou muito animado com os próximos passos, cada lugar tem as suas particularidades, o que não significa que nenhum deles é fácil ou difícil. É aprender a trabalhar aonde você estar e entender qual a melhor maneira de abordar para ter o melhor resultado”, comentou Thiago Sodré.
Uma noite de festa
Depois dessa história de 10 anos de dificuldades e muitas alegrias, nada melhor do que celebrar com um clima leve e descontraído. E foi com muito samba, música ao vivo, além de comidas e bebidas, que O Pasquim celebrou.
Depois da apresentação de Munhoz, foi a hora de uma premiação para homenagear aqueles que estiveram desde o início e ajudaram a tornar o bar como ele é hoje. Foram homenageados marcas parceiras, funcionários que trabalham desde o começo do bar e até um cliente que ajudou na arrumação da abertura.
Serviço
Vila Madalena
Endereço: Rua Aspicuelta 524, São Paulo
Horário de funcionamento: Domingo a terça: 12h às 01h00. Quarta a sábado:12h às 03h00
Telefone: (11) 99919-7767
Zona Norte
Endereço: Av. Braz Leme, 89 – Casa Verde, São Paulo
Horário de funcionamento: Domingo a terça: 12h às 01h00. Quarta a sábado: 12h às 02h00
Telefone: (11) 99919-7767
Mooca
Endereço: Rua Ibipetuba 204, São Paulo
Horário de funcionamento: Domingo: 12h00 às 00h. Segunda e terça: Fechado. Quarta e quinta: 16h00 às 00h. Sexta e Sábado: 12h00 às 01h
Telefone: (11) 99919-7767
Mercado Municipal
Endereço: Rua da Cantareira, 306 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo
Horário de funcionamento: Segunda a Sábado: 10h às 18h. Domingo: 10h às 16h
Telefone: (11) 99919-7767
Instagram: @opasquimbar



