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Quem é Chico Camolese, que “joga nas 11” no Mitsubá e na Casa Camolese, no Rio de Janeiro

Primogênito de Cello Camolese e Zazá Piereck, ele trabalhou no mercado financeiro antes de se decidir pelo mesmo ramo dos pais

Em 2o24, quando começaram as obras da Casa Camolese, no Rio de Janeiro, Chico Camolese tinha 13 anos. “Eu saía da escola e ia direto para lá”, recorda ele, primogênito do restaurateur Cello Camolese. É um dos fundadores da cervejaria Devassa e da rede de pizzarias Vezpa, das quais não é mais sócio. Montada na chamada Vila Portugal, parte do Jockey Club Brasileiro que estava em petição de miséria até meados da década passada, a Casa Camolese é o empreendimento mais complexo que o empresário já tirou do papel. Custou cerca de R$ 16 milhões, somando o investimento inicial e os montantes gastos com melhorias ao longo dos anos. 

Inaugurado em 2017, o bar-restaurante foi onde Chico debutou profissionalmente, como estagiário. “Foram mais de dois anos entre a cozinha, o bar, o salão e a recepção”, recorda ele, que secunda o pai desde janeiro de 2025. “O estágio foi uma forma de entender se queria atuar ou não nos negócios da família.” Está imerso nesse ramo desde que se entende por gente. Nascido há 26 anos, no Rio de Janeiro, ele é um mês mais velho que o Zazá Bistrô Tropical, em Ipanema. Casados há mais de 30 anos, os pais dele montaram o restaurante três anos depois de se estabelecerem na cidade — o casal se conheceu em São Paulo, onde Cello nasceu e montou os bares The Jungle, Brancaleone e Grazie a Dio!. 

Desde 2002, o Zazá Bistrô Tropical, que ganhou três filiais, mais compactas, é comandado pela mãe de Chico, a empresária Zazá Piereck. Carioca, ela é formada em administração de empresas pela FGV. Quando morava em São Paulo e conheceu Cello, trabalhava na área de marketing da Unilever. Além de Chico, o casal teve uma filha, a atriz Flora Camolese, dois anos mais nova, incluída no elenco da novela “Dona de Mim”, da TV Globo. 

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O filho optou pela mesma graduação que a mãe. Formou-se no IBMEC e depois foi tentar a sorte no mercado financeiro. “Achei importante ter experiências fora dos negócios da família”, recorda. Antes de voltar para debaixo das asas dos pais, Chico trabalhou em três gestoras de investimentos, Netuno, Portogallo e Horto Capital. A decisão de dar adeus ao mercado financeiro veio a reboque da experiência como promotor de uma festa semanal na Casa Camolese. “Foram dois anos produzindo o evento, que bombou e passou a reunir 500 pessoas”, lembra.  

Desde que se dedica integralmente aos negócios da família, diz “jogar nas 11”. “Meu foco principal é a área financeira, mas sempre surgem demandas operacionais”, explica. Restringe-se, hoje em dia, à Casa Camolese e ao restaurante japonês do qual Cello é sócio, o Mitsubá. Este foi fundado por Homero Cassiano, na Tijuca, em 2004. Em 2020, foi transferido para o shopping Rio Design Leblon e, desde fevereiro passado, funciona em um casarão do século 19 no Horto. Cello também é sócio do restaurante Gonza, capitaneado pelo chef argentino Gonzalo Vidal, no mesmo bairro, e da marca de alimentos plant-based Amazonika Mundi.

“A família Camolese construiu um legado de hospitalidade admirável”, diz Gustavo Lima, CEO do Risposta, plataforma que ajuda restaurantes e bares a entenderem o que os clientes pensam por meio de pesquisas de satisfação e CRM. “O Chico Camolese representa a evolução dessa história: une a essência criada por Cello e Zazá a uma gestão moderna, baseada em dados, tecnologia e inteligência artificial. É um ótimo exemplo de como a cultura de experiência do cliente evolui sem perder sua identidade.”

“Tive ótimos professores”, diz Chico a respeito da boa desenvoltura nesse ramo e da influência paterna e materna. “Enxergo-me, em parte, como a minha mãe e, em parte, como o meu pai. Ela é uma super gestora e ninguém faz branding melhor do que ele.” Seu objetivo, informa, é modernizar o máximo possível a gestão dos empreendimentos sob sua alçada. Daí a decisão de recorrer à inteligência artificial (IA), mais exatamente ao Claude, o assistente da Anthropic, para analisar os dados disponíveis. “Uma coisa é registrar todos os dados possíveis com precisão”, argumenta. “Outra coisa é interpretá-los com exatidão, tarefa que a IA facilita muito.” 

Mitsubá

Rua Pacheco Leão 836, Horto – Rio de Janeiro, RJ
@restaurantemitsuba

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