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Refri sem culpa

Saiba onde tomar receitas naturais dos soft drinks – e aprenda a fazer um que leva fermentado de caju com gás

Está cada vez mais difícil tomar um refrigerante comum em bares e restaurantes do país. E que bom! Dedicados à cozinha e à coquetelaria autorais, chefs e bartenders e baristas vêm criando receitas próprias das bebidas gaseificadas – e suas versões não deixam nada a perder. Pelo contrário: ganham em sabor, saúde e brasilidade. Trazemos dicas de quatro lugares para tomar soft drinks bem brazucas e naturais.

Fitó, em São Paulo 

Presente nas três unidades do FITÓ (Café, Contemporânea e Pinheiros, todas na capital paulista), a Soda de Coentro (R$ 18) ganhou fama com a chef Cafira – e já teve até a receita divulgada por ela, em suas redes sociais. Translúcida, ela chega à mesa em copo alto com gelo, ostentando uma bela folha de coentro em sua lateral. No preparo do xarope feito na casa, talos, raízes e folhas da erva são utilizados para a extração do sabor; @fitocafe_, @fitocontemporanea, @fitopinheiros 

Ronin Café, em São Paulo

Com xarope de guaraná de produção própria, suco de limão e água com gás, o Guaraná da Casa do Ronin (R$ 18) – ”uma cafeteria de cozinheiros” –, faz sucesso. Servida com uma fatia de limão, em copo alto com gelo, a bebida acompanha muito bem opções como o Mortadela Sando (R$ 30, inteiro; R$ 16, metade), com mortadela, queijo, picles e maionese Kewpie, e o Choripan (R$ 32), com tofu tostado, chimichurri e maionese de alho frito; @ronincafesp 

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Broa, Coreto e Trintaeum, em Belo Horizonte

A bebida de caju gaseificada reina nas três operações de Ana Gabi Costa no hotel Tribe, em Beagá. Produzida a partir da polpa de caju, açúcar e fermento seco, ela precisa descansar um dia inteiro para a levedura consumir os açúcares. Segundo a chef mineira, após esse tempo, o líquido passa por pasteurização, para interromper a atividade dos fungos e garantir estabilidade. “Em seguida, é engarrafado, podendo ser utilizado como base para bebidas não-alcoólicas ou na finalização de coquetéis”, explica ela. No café, o Broa, há Suco de Caju Gaseificado (R$ 15); no Trintaeum, o restaurante, vale provar o Refresco de Caju (R$ 15); e no bar, o Coreto, vale provar o drink Lagoinha, com fermentado de caju gaseificado (R$ 55) – é esse que o bartender Cassio Batista te ensina a preparar em casa!

Drinque Lagoinha, do bar Coreto, em Belo Horizonte
Drinque Lagoinha, do bar Coreto, em Belo Horizonte

RECEITA DO BARTENDER CASSIO BATISTA

LAGOINHA

1 COPO

50 ml de Cachaça Princesa do Vale Amburana

50 ml de fermentado de caju gaseificado

25 ml de aquafaba

25 ml de suco de limão tahiti

25 ml de xarope de açúcar

1 Na coqueteleira, adicione a cachaça, o suco de limão, o xarope de açúcar e a aquafaba. 2 Bata com gelo e, em seguida, faça um dry shake para ativar a textura. 3 Sirva em copo previamente gelado, com duas pedras de gelo. 4 Complete com o fermentado de caju.

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Ana Mosquera

Redatora-chefe | @al.mosquera

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