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Pausa para o café com dicas do expert João Carlstron

Um respiro ao acordar ou o intervalo merecido no meio do dia: há sempre motivos para saborear uma boa xícara da bebida

João Carlstron
João Carlstron | Foto: Arquivo PDM

Pode ser para colocar o papo em dia ou as ideias no lugar, uma xícara de café é sempre uma boa pausa. Mas, nem por isso, precisa ser igual todas as vezes. É o que mostra João Carlstron, executivo de marketing da 3corações, que aproveitou o tema do Mesa Ao Vivo Rio de Janeiro – Escola Francesa, Alma Carioca –, em 2020, para harmonizar Brasil e França.

Por Isabel Raia

O especialista escolheu um clássico carioca, para começar: o biscoito de polvilho. A harmonização foi feita com o café Mogiana Paulista Rituais, da 3corações. “O bacana dessa linha é que, nas embalagens, há um QR Code que mostra toda a rastreabilidade do grão. E todos os cafés foram avaliados por especialistas e receberam uma nota acima de 80 pontos”, disse João. Utilizando uma Hario V60, o especialista falou sobre a importância de escaldar o filtro de papel e de umedecer o pó antes de adicionar toda a água.

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“Esse é um café que tem a torra mais clara para potencializar sua doçura e notas sensoriais, como o aroma cítrico e frutado e, na boca, mostra boa acidez e equilíbrio.” Para dar ainda mais sabor, João colocou junto do pó do café uma pitada de canela e meia fatia de laranja. Depois, com o café frio, saboreou a bebida acompanhada de um biscoito salgado de polvilho. “Gosto de harmonizar por contraste, como unir o doce e o salgado e criar uma terceira sensação na boca.”

Dulçor natural

Os clássicos macarons deram o tom das duas harmonizações seguintes, agora com os espressos da TRES. A cápsula Espresso Safra Especial Chapada Diamantina casou bem com o doce de frutas vermelhas. “O café, que tem acidez equilibrada, é frutado e tem bom corpo, com dulçor no retrogosto, potencializou o sabor do macaron.”

Na sequência, foi a vez de aumentar a intensidade na xícara com o Espresso Forza. “Ele tem uma torra mais intensa, mas mostra acidez equilibrada, com corpo potente e não tem amargor, deixando um gosto de caramelo queimado na boca”, disse João, enquanto fazia a harmonização por contraste com o açucarado macaron de chocolate. “Essa é uma boa dica para quem quer começar a tomar café sem açúcar, pois o doce deixa um residual adocicado na boca.”

Toque etílico

Por fim, um drinque perfeito para combinar com o clima do Rio de Janeiro: caipirinha de limão com caju e toque de café. Dessa vez, a escolha foi pelo Espresso por Alex Atala. “É um café exótico e frutado, com aroma licoroso. Combina perfeitamente com a caipirinha”, disse o especialista, apresentando uma nova forma de saborear a bebida.

Assim, ele preparou o drinque seguindo os moldes clássicos, ou seja, primeiro as frutas maceradas e a cachaça. O diferencial, então, ficou por conta do café que, ainda quente, foi adicionado ao coquetel, formando uma camada na superfície. “Uma sugestão de consumo é usar um canudo de baixo para cima, sentindo todas as etapas do drinque ao sorvê-lo. Depois, mexe e prova os ingredientes juntos.”

Confira no Mesa Hub a aula completa de café, no Mesa Ao Vivo Rio:

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