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Pão caseiro muito fácil

Sem levain, panela de ferro e afins. Aprenda essa receita que pode ser feita com o que há na sua cozinha

Muita coisa mudou desde que começamos a passar mais tempo em casa. As empresas tiveram de se digitalizar às pressas, as famílias começaram a conviver mais e muita gente (re)criou os laços com a cozinha. E entre as receitas que mais surgiram nas buscas da internet está a de pão caseiro. Muito disso por causa das regras do isolamento social, afinal, não podemos (e nem devemos) sair o tempo todo mesmo que seja somente para comprar um pãozinho.

Bom, mas se eu não tenho levain e nem panela ferro em casa, terei de me contentar apenas com os “pães de liquidificador”? Foi com essa questão que me deparei logo no início da quarentena e sai em busca de alternativas. Comecei testando algumas receitas da internet, mas foi conversando com o meu pai que vi a luz no fim do túnel. Ele e a minha madrasta costumam fazer um pão em casa com poucos ingredientes e que fica com uma casquinha crocante e miolo macio, do jeito que eu queria. Celular a postos, fizemos uma live em família… e não é que o pão fica mesmo uma delícia? Como receita boa a gente compartilha, segue aqui essa de pão caseiro que fica pronto em 3 horas.

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Os ingredientes

Comece pela mise en place. E aqui cabem algumas observações. Primeira: qual farinha usar? Pode ser com a que você tiver em casa, mas lembre-se que farinhas melhores, resultam em pães melhores. Segunda: eu usei o fermento biológico seco porque era o que tinha em casa, mas você pode fazer com o biológico fresco, basta ajustar a quantidade conforme descrito abaixo.

 

     

    • 500 g de farinha de trigo
    • 5 g de sal (cerca de 1 colher de chá)
    • 5 g de fermento biológico seco (ou 25 g de fermento biológico fresco)
    • 2 colheres (sopa) de azeite extravirgem
    • 1 colher (chá) de açúcar
    • Água o quanto baste

    Modo de preparo

    Comece hidratando o fermento. Na sequência, misture todos os ingredientes. E, então, é hora de colocar a água. Eu costumo usar 200 ml de água em temperatura ambiente, mas essa quantidade vai depender muito da farinha que você está usando, bem como do clima. Para não ter erro, adicione a água aos poucos, até que todos os ingredientes estejam aglutinados.

    Feito isso, é hora de sovar até chegar ao ponto de véu, ou seja quando a massa estica sem quebrar. Se fizer na mão, deve demorar cerca de 30 minutos e, se optar pela batedeira, demorará uns 20 minutos. Porém, caso escolha a batedeira, tenha cuidado para não sovar demais, pois isso fará com que o glúten se desenvolva muito e a massa fique rígida. (Caso isso aconteça, deixe a massa descansar na geladeira e aumente o tempo de fermentação.)

     

    Optei pela sova na batedeira e, no vídeo acima, você confere três momentos: logo no começo, na metade final e depois de pronta. Então, é só cobrir a massa com um pano úmido e deixar fermentar por cerca de 2 horas em um local com pouca circulação de ar (dentro do forno desligado, por exemplo). Passado o tempo, o preparo deverá ter dobrado de volume.

      Hora de assar

      Preaqueça o forno a 200 graus e, nesse meio tempo, coloque uma forma vazia em seu interior. Modele o pão no formato que preferir e, com uma faca bem afiada ou uma navalha, faça um ou dois cortes na massa. Eu usei a forma que tinha por aqui, mas você pode fazer também em formato de pão italiano ou mesmo porcionar feito pão francês. Permita-se criar.

      No momento de assar, coloque água na forma que já estava aquecida, formando bastante vapor dentro do forno. Logo depois, coloque a forma com os pães e borrife água sobre a massa. Deixe assar por 20 minutos, então retire a forma com água e asse por mais 20 minutos para que forme a casquinha crocante.

      Por fim, deixe o pão esfriar sobre uma grade para evitar que a massa fique úmida e amoleça.

      Gostou? Então faça essa receita em casa, post e marque #prazeresdamesa para a gente acompanhar. 

       

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      Isabel Raia

      Na equipe desde 2014, Isabel Raia é editora de Prazeres da Mesa. É formada em jornalismo, pela PUC-SP e pela Universidad de Castilla-La Mancha (na Espanha), e pós-graduada em Cozinha Brasileira, pelo Senac. Isabel tem na gastronomia uma de suas grandes paixões (principalmente se a receita incluir queijo ou chocolate).

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