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Restaurantes que atravessam décadas mostram que longevidade se constrói muito além da cozinha

Em um mercado que cresce, mas continua pressionado por custos, dívidas e disputa por profissionais, casas como Ráscal, Bráz, SeoRosa, Satyricon, Capricciosa, Zazá Bistrô Tropical e Amado revelam como identidade, equipe, hospitalidade e capacidade de renovação ajudam a transformar endereço em referência

Abrir um restaurante pode ser uma aventura. Mantê-lo interessante durante vinte ou trinta anos é outra história. A gastronomia vive seduzida pelo novo. Há sempre uma porta que acaba de abrir, um chef para descobrir, uma reserva disputada, um prato que começa a aparecer em todas as telas. Durante algum tempo, novidade e relevância parecem a mesma coisa. Não são. O verdadeiro teste começa quando as fotografias diminuem, a fila encontra outro endereço e surge uma pergunta bem mais difícil: por que alguém ainda escolheria voltar?

Depois de anos, já não existe o encanto da descoberta para ajudar. É preciso oferecer algo mais raro: familiaridade sem tédio. O cliente quer reconhecer a casa, mas não encontrá la parada no tempo. Quer aquele prato que atravessou aniversários, namoros e almoços de família, mas também perceber que a cozinha continua curiosa. Talvez esteja aí a arte mais delicada da longevidade: saber o que preservar e ter coragem de mexer no resto.

Tradição não é deixar tudo exatamente onde estava. O salão pode mudar, a cozinha ganhar novos ingredientes, a carta acompanhar outros hábitos e a tecnologia entrar pela porta. Ainda assim, alguma coisa precisa continuar familiar. E essa percepção começa antes do primeiro prato. O cliente atravessa uma fachada, sente a luz, ouve o ruído do salão, olha para o balcão e quase instintivamente escolhe onde gostaria de sentar. O restaurante começa a acontecer antes do cardápio.

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João Duayer e Thiago Tavares conhecem bem esse território. À frente da TADU Arquitetura, trabalham há 18 anos com projetos de hospitalidade e somam mais de 500 trabalhos no Brasil e no exterior. Para eles, arquitetura não salva cozinha ruim, assim como boa comida não sustenta sozinha uma casa. É a coerência entre espaço, serviço, comida e proposta que dá unidade à experiência. “O projeto tem o poder de transformar certos valores da marca em uma experiência concreta, positiva ou negativamente. Antes de pedir qualquer coisa no estabelecimento, o cliente já percebeu a fachada, entrou, sentiu a atmosfera da casa, ouviu o som do salão, percebeu a iluminação e conseguiu pensar onde seria o melhor lugar para sentar”, afirmam.

João Duayer e Thiago Tavares da TADU Arquitetura / Foto: divulgação
João Duayer e Thiago Tavares da TADU Arquitetura / Foto: divulgação

Talvez isso explique por que, tempos depois, raramente lembramos apenas do que comemos. Ficam também a mesa, a luz daquela noite, a música e a pessoa que estava diante de nós. “Um projeto de hospitalidade pode fazer uma marca deixar de ser apenas um produto e passar a ocupar um lugar no imaginário das pessoas”, dizem os arquitetos. O espaço participa da lembrança tanto quanto aquilo que chegou no prato.

Mas existe uma armadilha em projetar para o presente: confundir contemporaneidade com tendência. Um restaurante vestido inteiramente com a estética do momento corre o risco de envelhecer junto com ela. Por isso, Duayer e Tavares defendem espaços capazes de absorver transformações. “Um projeto longevo não é aquele que permanece intocado, mas aquele que consegue se transformar ao longo do tempo sem deixar de ser reconhecido.”

O Lilia, do chef Lucio Vieira, ajuda a colocar a ideia no chão. Projetado pela TADU em 2016 e aberto no ano seguinte em um antigo sobrado no Centro do Rio, passou por mudanças de cardápio e operação sem perder a personalidade do espaço. Quase dez anos depois, o endereço continua reconhecível. Não ficou congelado em 2017, tampouco precisou apagar o que era para acompanhar o presente.

Na cozinha, o desafio não é muito diferente. Mexer demais pode desmontar aquilo que fez a fama de uma casa; mexer de menos pode transformá la numa lembrança de si mesma. Bons restaurantes aprendem a separar essência de hábito. Há pratos que merecem atravessar décadas e outros que cumpriram seu papel. Há rituais que dão personalidade ao serviço e procedimentos que sobrevivem apenas porque ninguém parou para perguntar se ainda fazem sentido.

A discussão sobre longevidade costuma desembocar no prato, mas Danni Camillo prefere olhar para quem o coloca na mesa. Consultora de hospitalidade especializada em formação de equipes e padrões de atendimento, ela vê na gestão de pessoas uma das fragilidades recorrentes do setor. Para Danni, hospitalidade não é simplesmente cordialidade ou sorriso. Está em perceber que um copo precisa ser servido antes do pedido ou em saber que determinado cliente tem uma alergia e fazer essa informação chegar com segurança à cozinha.

Gestos assim parecem espontâneos para quem está sentado à mesa, mas dependem de estrutura. Para cuidar bem de quem entra, é preciso começar por quem trabalha ali. A equipe precisa compreender suas funções, receber formação, enxergar possibilidades de crescimento e sentir que faz parte da operação. Hospitalidade, nesse sentido, não nasce diante do cliente. Começa nos bastidores.

A questão ganha peso num setor que contrata muito e convive com alta rotatividade. Em junho de 2026, a alimentação fora do lar registrou 119.498 admissões formais, o maior número para o mês desde o início da série analisada pela Abrasel, em 2022, a partir dos dados do Caged. As demissões também avançaram. O retrato ajuda a dimensionar o problema: preencher uma vaga é apenas o começo. Formar pessoas, criar vínculos e fazer o conhecimento permanecer dentro da operação é bem mais trabalhoso.

Danni defende treinamento contínuo e padronização não para robotizar o salão, mas justamente para liberar a equipe do improviso permanente. Quando os procedimentos básicos funcionam, sobra atenção para perceber quem está à mesa. O restaurante também deixa de depender daquele funcionário excepcional que conhece todos os clientes ou do proprietário que precisa estar presente para garantir que tudo aconteça. Hospitalidade passa a ser sistema.

O tempo, porém, cria suas próprias armadilhas. Uma equipe pode envelhecer junto com a casa e repetir determinado procedimento apenas porque sempre foi assim. Nesse ponto, experiência começa perigosamente a se aproximar da acomodação. O “sempre fizemos desse jeito” talvez seja uma das frases que mais mereçam desconfiança em um negócio que pretende atravessar gerações.

Porque, no fundo, restaurantes duradouros são feitos de uma repetição muito particular. Não daquela que torna tudo previsível, mas da disciplina necessária para fazer uma experiência funcionar numa terça feira chuvosa com o mesmo cuidado de um sábado lotado. É relativamente fácil acertar uma noite. Difícil é acertar milhares delas. O prato precisa chegar como deveria, a reserva existir quando o cliente aparece, a restrição alimentar ser conhecida, a conta chegar na hora certa. Grande parte da excelência está justamente em fazer tão bem essas pequenas coisas que ninguém precisa percebê-las.

Com os anos, aparece um patrimônio que nenhum projeto consegue entregar pronto: a relação com o público. Restaurantes começam a acumular pedaços da vida alheia. Uma mesa recebe um primeiro encontro e, muito tempo depois, o mesmo casal com os filhos. Um prato passa a ser pedido em todos os aniversários. O endereço deixa de pertencer apenas ao dono e começa discretamente a fazer parte da biografia de quem o frequenta.

Isso não pode ser fabricado na inauguração. Pode se contratar um grande arquiteto, montar uma cozinha tecnicamente impecável, escolher a louça certa e reunir uma ótima equipe. Mas intimidade leva tempo. É conquistada serviço depois de serviço, até o momento em que voltar àquele restaurante já não significa apenas sair para comer. Também não existe crédito eterno. Décadas de história podem trazer alguém de volta, mas não justificam comida descuidada, serviço desatento ou a arrogância de imaginar que o passado resolve o presente. O tempo beneficia restaurantes que sabem usá lo; para os outros, apenas evidencia o desgaste.

Talvez seja essa a qualidade comum às casas que permanecem interessantes: uma espécie de capacidade de edição. Elas sabem o que acrescentar, o que retirar e, sobretudo, o que deixar quieto. Não perseguem toda novidade, mas tampouco usam a tradição como desculpa para ficar paradas. No fim, prosperar durante décadas não é apenas sobreviver. É continuar fazendo sentido. Primeiro alguém atravessa a porta pela curiosidade. Depois volta pela comida, pelo serviço, pelo ambiente, pelas pessoas. Com sorte, um dia retorna também por tudo o que já viveu ali.

Até chegar aquele momento raro em que ninguém precisa perguntar qual é a novidade da casa.

A novidade é ela ainda estar ali. E continuar dando vontade de entrar.

Ráscal: mudar sem perder o lugar à mesa

Ráscal / Ravióli Ráscal e polpettone / Foto: Roberto Seba
Ráscal / Ravióli Ráscal e polpettone / Foto: Roberto Seba

Com 32 anos de estrada em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Grupo Ráscal construiu sua identidade em torno de uma fórmula aparentemente simples: grande variedade de saladas e antepastos frescos, massas, assados e molhos distribuídos entre buffet e ilha, além de pratos que acompanham a marca desde seus primeiros anos. Por trás dessa regularidade, porém, existe uma operação que depende menos de receitas imutáveis do que de gente preparada para executá las diariamente. Luisa Bielawski, sócia e conselheira do grupo, compara cozinha e salão a um time de futebol. Não adianta ter apenas um craque quando o resultado depende de uma equipe inteira. Foi justamente o investimento na formação, retenção e construção de ambientes de trabalho saudáveis que, segundo ela, permitiu à marca sustentar sua proposta ao longo de mais de três décadas.

Ráscal / chef Nadia Pizzo / Foto: Julia Mataruna
Ráscal / chef Nadia Pizzo / Foto: Julia Mataruna

Isso não significa que o Ráscal tenha passado esse tempo repetindo a própria história. Uma virada importante aconteceu em 2001, com a contratação da chef Nadia Pizzo. Até então, havia internamente a ideia de que inovar em uma rede seria arriscado pela dificuldade de reproduzir novidades em diferentes unidades. O tabu caiu. A casa passou a trabalhar com um cardápio diferente em cada um dos 30 dias do mês e cerca de três renovações anuais, nas quais novos pratos entram no lugar de preparações anteriores. No mesmo período, a chegada do sócio Angel Testa profissionalizou a gestão e abriu uma nova etapa para o grupo. A novidade pode levar alguém pela primeira vez a um restaurante. A permanência depende de outra coisa. Para Luisa, o cliente experimenta o endereço que aparece nas redes sociais, mas só retorna quando passa a reconhecê lo como seu. No Ráscal, esse pertencimento virou parte do patrimônio da marca.

Bráz e a difícil arte de continuar sendo Bráz

Bráz Pizzaria / Nuova Margherita / Foto: BGeraldi
Bráz Pizzaria / Nuova Margherita / Foto: BGeraldi

Quando a Bráz abriu as portas, em 1998, num casarão da Rua Graúna, em São Paulo, a inspiração vinha das pizzarias dos imigrantes italianos que ajudaram a formar a cultura da pizza paulistana. Fermentação longa e natural, bordas altas e aeradas, ingredientes selecionados e um cardápio que aproximava sabores clássicos de receitas próprias ajudaram a criar uma linguagem imediatamente reconhecível. Quase três décadas depois, Edgard Bueno da Costa, sócio fundador, coloca a fidelidade à proposta original ao lado de uma busca permanente por qualidade e inovação. Parece contraditório, mas talvez esteja justamente aí o segredo. Permanecer fiel não significa congelar.

Ao longo dos anos, a Bráz aprofundou pesquisas de massas, fermentações, ingredientes e processos, revisou cardápios e atualizou a experiência das casas. A história, nesse caso, funciona mais como bússola do que como âncora. Quando uma marca sabe com clareza quem é, argumenta Edgard, consegue se movimentar com mais segurança. O melhor indicador talvez esteja menos na cozinha e mais nas mesas. Clientes que chegaram à Bráz anos atrás hoje voltam com filhos, amigos e novas gerações da família. A relação deixa de caber apenas na lógica de consumo e passa a fazer parte da biografia de quem frequenta o lugar.

SeoRosa: quando o primeiro encontro vira almoço em família

SeoRosa / Foto: divulgação
SeoRosa / Foto: divulgação

Em Campinas, o SeoRosa conhece bem essa passagem de gerações. Há casais que tiveram ali o primeiro encontro e, anos depois, retornaram casados e acompanhados dos filhos. Fundado por Ricardo Cappucci em novembro de 2000, no Cambuí, o endereço ganhou uma segunda unidade, no Gramado, três anos mais tarde e chega aos 26 anos vendo seu público se renovar.

A casa não permaneceu igual. De bar, avançou para uma proposta gastronômica mais estruturada, com investimento em matérias primas, treinamento e chefs. A expansão dos negócios trouxe também maior profissionalização e resultou na estrutura compartilhada do Grupo Rivicci, que reúne ainda Iki Japanese Cuisine, Origem75 e Gávio Cucina.

Cappucci prefere manter certa distância dos modismos. O investimento está mais concentrado na melhoria constante do produto, preservando aquilo que chama de DNA da casa. Tecnologia entra, processos mudam, a gastronomia ganha peso, mas permanece a intenção de ser um endereço familiar ao cliente. No fim, é novamente o pertencimento que aparece como ativo difícil de copiar.

Satyricon e Capricciosa: restaurante também se veste

Satyricon / Tartare de King Crab / Foto: Bruno de Lima
Satyricon / Tartare de King Crab / Foto: Bruno de Lima

No Rio de Janeiro, Bruno Tolpiakow aprendeu cedo que a experiência de um restaurante começa muito antes da primeira garfada. No Satyricon, há quatro décadas em Ipanema, os maîtres usam ternos italianos escolhidos pelo próprio restaurateur. Na Capricciosa, com 25 anos no Jardim Botânico, aventais e tênis dos garçons foram pensados para acompanhar o espírito mais descontraído da pizzaria.

Capricciosa / Foto: Tomas Rangel
Capricciosa / Foto: Tomas Rangel

O cuidado tem explicação biográfica. Antes de mergulhar definitivamente nos restaurantes, Tolpiakow viveu a moda. Foi fundador da Oliver, marca que ganhou projeção na virada dos anos 1980 para os 1990 com uma estética casual chic. Quando um amigo daquele período conheceu a recém aberta Capricciosa, olhou em volta e disse que Bruno continuava fazendo moda. A frase ficou. Faz sentido. Para ele, restaurante e roupa compartilham uma necessidade fundamental: identidade. Produto importa, claro, mas arquitetura, iluminação, fornecedores, serviço e sensibilidade para perceber mudanças também entram na composição. A soma desses detalhes é o que permanece na lembrança depois que a mesa é desfeita.

Zazá: 27 anos sem precisar inventar um personagem

Zazá Piereck e Preta Moyses / Foto: divulgação
Zazá Piereck e Preta Moyses / Foto: divulgação

O Zazá Bistrô Tropical nasceu em 1999, em Ipanema, pelas mãos de Zazá Piereck e Preta Moyses, quando ingredientes orgânicos, sustentabilidade, bem estar e a mistura entre gastronomia e cultura ainda estavam longe de ocupar o espaço que têm hoje nos cardápios. A casa foi apontada pela GQ como “the coolest place in Ipanema” e, 27 anos depois, continua atraindo cariocas, turistas brasileiros e estrangeiros, com filas frequentes no almoço e no jantar. Talvez uma sobremesa explique melhor essa permanência do que qualquer teoria de gestão. O Carpaccio de Banana Brûlée está no cardápio desde a abertura: lâminas finas de banana caramelizada, creme, sorvete de tapioca com coco e canela. Continua entre os mais pedidos.

Ao redor dele, muita coisa mudou. A cozinha incorporou novas referências, outros formatos surgiram e o restaurante acompanhou transformações de comportamento sem desmontar aquilo que o tornou reconhecível. Zazá Piereck resume essa permanência pela autenticidade: a casa serve aquilo de que seus criadores gostam e recebe as pessoas da maneira como gostariam de ser recebidos. Em vez de construir um conceito para parecer atual, deixou a própria vida construir o conceito.

Amado: vinte anos olhando para o Brasil

Quando Edinho Engel abriu o Amado em Salvador, em 2006, já trazia a bagagem do Manacá, restaurante que criou em Camburi, no litoral paulista. Sua cozinha havia partido das raízes mineiras e encontrado nos pescados e ingredientes do litoral um novo repertório. Na Bahia, essa experiência se encontrou com os produtos locais e com as muitas culturas que formam a cozinha brasileira. A preparação para a abertura envolveu meses de pesquisa de ingredientes e formação de equipe. Instalado diante da Baía de Todos os Santos, o Amado ajudou também a formar público para uma leitura contemporânea da cozinha brasileira. Duas décadas depois, permanece no mesmo caminho, embora não necessariamente da mesma maneira. Ingredientes brasileiros, pescados e hospitalidade continuam no centro, enquanto técnicas, referências e o próprio público se transformam.

Os vinte anos ganharam uma comemoração coerente com essa trajetória. Ao lado do chef residente Danilo Fernandes, Edinho criou a série de jantares “20 ANOS sendo AMADO”, reunindo nomes que atravessam diferentes momentos da gastronomia brasileira. Filipe Rizzato, do Palácio Tangará, abriu a programação em março. Em julho, Rafa Costa e Silva, do Lasai, e Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, do Grupo Origem, participaram da noite “Cozinha de Produto”. Em agosto foi a vez de Emmanuel Bassoleil, do Skye, no Hotel Unique, e Oscar Bosch, do Tanit, no jantar “Brasil Mediterrâneo”.

Em 15 de setembro, a programação voltou ainda mais no tempo. Edinho recebeu Alex Atala, Mara Salles e Luiz Américo Camargo para o jantar “Laboratório de Cozinha Brasileira”, retomando um projeto publicado pelo caderno Paladar, de O Estado de S. Paulo, em setembro de 2006. Naquele momento, Atala, Edinho e Mara haviam se reunido para pensar a identidade da cozinha brasileira, com Luiz Américo, então editor executivo e um dos fundadores do Paladar, ligado à criação do projeto editorial. Vinte anos depois, a discussão voltou à mesa, desta vez no Amado, com participação também do sommelier Manoel Beato, do Fasano. A celebração acaba dizendo muito sobre o que significa completar décadas em gastronomia. Em vez de transformar aniversário em exercício de nostalgia, o Amado usa sua própria história para olhar novamente para a cozinha brasileira.

Amado Salvador: @restauranteamadosalvador 
Bráz Pizzaria: @brazpizzaria 
Capricciosa: @capricciosapizzadoc
Grupo Ráscal: @rascalrestaurante 
SeoRosa: @seorosa 
TADU Arquitetura: @taduarq 
Zazá Bistrô Tropical: @zazabistro 

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