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Sabores locais e toque internacional temperam gastronomia do Jardim Atlântico, em Ilhéus

Com dois restaurantes, um deles com vista para o mar, resort no sul da Bahia serve pratos clássicos e contemporâneos com atenção aos ingredientes

Por: Lígia Nogueira (@cenasdacidade)

Retratada com riqueza de detalhes nos romances de Jorge Amado, a cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, preserva joias da famosa “Era do Cacau” ao mesmo tempo em que incorpora um modo de vida cosmopolita e contemporâneo – com bons restaurantes e hospedagens confortáveis de frente para o mar e a uma curta distância de carro do aeroporto.

Em um trecho da Mata Atlântica com acesso direto à Praia dos Milionários, cuja extensa faixa de areia branca e fina convida a longas caminhadas e banhos de sol, o Jardim Atlântico Beach Resort é uma das pérolas bem-guardadas do litoral nordestino. Em seus dois restaurantes, o hotel cumpre com maestria a desafiadora tarefa de agradar aos paladares mais diversos – são 129 apartamentos – sem comprometer a qualidade.

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Jardim Atlântico, em Ilhéus / Foto: divulgação

Se a ideia é pedir um petisco e aproveitar a brisa de frente para o oceano, o cardápio do lounge satisfaz os apetites com porções ideais para compartilhar, a exemplo dos bolinhos de bacalhau, crocantes por fora e suculentos por dentro, e do catado com farofa de manteiga, preparado com carne de siri desfiada e refogada. Há ainda pratos e saladas com e sem carne, sanduíches, sobremesas e, claro, uma vasta carta de drinques e coquetéis.

Já o restaurante principal, onde também é montado o buffet do café da manhã, apresenta uma atraente mescla de pratos regionais da Bahia com receitas internacionais. Em comum, além da típica hospitalidade baiana com que são apresentados, todos trazem ingredientes frescos e selecionados com cuidado. O perfume do acarajé chega à mesa antes mesmo de ser servido. Os bolinhos vêm cortados ao meio e os recheios vêm em cumbucas separadas, para que o hóspede ou visitante monte no próprio prato. Vatapá, caruru, camarão seco e vinagrete finamente picado nos levam diretamente para as páginas de “Gabriela Cravo e Canela” e os acepipes da icônica cozinheira servidos aos clientes pelo árabe Nacib. Quem não é muito fã de peixes e frutos do mar também consegue se divertir, e muito: brusquetas, massas, risotos e filés fazem parte do menu.

Jardim Atlântico, em Ilhéus / Foto: divulgação

Na seção de Delícias Regionais para duas pessoas, a imperdível moqueca aparece nas versões de peixe, camarão e mista. A primeira é servida com arroz, pirão de peixe, banana da terra e farofa, enquanto as outras vêm com arroz, pirão de peixe e farofa de dendê. Todas muito bem equilibradas nos temperos – e sem pimentão, intervenção adotada pelos chefs para tornar a receita mais leve. Para finalizar, a cocada de forno servida com sorvete de creme e chutney de abacaxi traz um mix de texturas e temperaturas que surpreende na boca e deixa saudades.

Isso é só uma amostra do que Cléber Aguiar, gerente de Alimentos & Bebidas do Jardim Atlântico Beach Resort, chama de “celebração da culinária”. Além da seleção rigorosa de ingredientes, ele investe no treinamento contínuo da equipe de chefs e funcionários para manter a qualidade da gastronomia em um empreendimento do porte do hotel, que tem motivos de sobra para celebrar suas duas décadas de existência.

Boemia

Jardim Atlântico, em Ilhéus / Foto: divulgação

E, como estamos falando de um resort pé na areia mas de contexto urbano, depois de um dia de praia vale dar um pulinho no centro histórico, a 6 quilômetros dali, para estender o tour gastronômico em alguns lugares imortalizados por Jorge Amado, como o Bataclan. O famoso cabaré comandado por Maria Machadão e frequentado por coronéis, boêmios e intelectuais da época ainda conserva a fachada original de 1929 e alguns móveis e objetos que faziam parte do quarto da cafetina.

Hoje o centro cultural e restaurante oferece iguarias que valem a viagem, como o “prato típico das quengas”, preparado com farofa, tornedor de filé de sol, purê de aipim e cebola na manteiga, e o quibe frito temperado com canela, quitute digno de um bom romance ilheense.

[A jornalista viajou segurada pela Vital Card]

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