Vinhos

Sangue de Boi cresce 14% e estreia embalagem Tetra Pak

Rótulo da Cooperativa Vinícola Aurora vendeu mais de 2,6 milhões de litros em garrafas nos últimos 12 meses e agora aposta em novo formato de 750 ml para ampliar ocasiões de consumo

Poucos vinhos brasileiros carregam um nome tão reconhecível quanto Sangue de Boi. Presente no mercado há gerações, o rótulo da Cooperativa Vinícola Aurora agora deixa, pela primeira vez, a tradicional garrafa de lado para experimentar outro formato. A novidade é o Sangue de Boi em Tetra Pak de 750 ml, inicialmente na versão tinto suave, que chega às prateleiras com a missão de tornar o vinho mais prático, leve e fácil de levar para diferentes ocasiões.

A mudança acontece em um bom momento para a marca. No primeiro semestre de 2026, as vendas cresceram 14% na comparação com o mesmo período de 2025. Entre agosto do ano passado e julho deste ano, foram comercializados mais de 2,6 milhões de litros de Sangue de Boi. E há um detalhe importante: todo esse volume corresponde às versões em garrafa, já que a caixinha acaba de ser lançada e ainda não participa desses números.

Elaborado com uvas híbridas e americanas, o novo Sangue de Boi mantém o conhecido perfil tinto suave. O que muda é sobretudo a maneira de chegar à mesa. Mais leve que o vidro e fácil de transportar, a embalagem foi pensada para colocar o vinho em situações mais informais de consumo e, de quebra, aproximar a marca de novos públicos.

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Sangue de Boi / Foto: Roberto Majola

Em São Paulo, a novidade já começa a ganhar as prateleiras. A versão em Tetra Pak pode ser encontrada no Supermercado Iazul, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, nos Supermercados Pastorinho, na capital, e em pontos atendidos pela MMSP em Ribeirão Branco, Porto Ferreira, Mococa e Jundiaí. A venda também acontece pelo e commerce da Aurora, enquanto a distribuição avança gradualmente pelo país.

Para colocar a caixinha no radar do consumidor, a Aurora prepara uma campanha nacional de três meses estrelada por Julio Cocielo. Criada pela agência 8poroito, a comunicação parte do mote “Era só o que faltava” e brinca justamente com a chegada de uma embalagem inesperada para um vinho tão conhecido.

A troca do vidro pelo cartão também traz ganhos ambientais e logísticos. Segundo a empresa, a embalagem é reciclável e tem mais de 70% de conteúdo renovável, incluindo plástico parcialmente derivado da cana de açúcar e papel proveniente de florestas certificadas pelo FSC. O envase asséptico protege o vinho do ambiente externo e ajuda a conservar suas características.

Na estrada, a diferença fica ainda mais evidente. A embalagem corresponde a cerca de 3,5% do peso bruto da unidade e, de acordo com os dados divulgados pela marca, melhora em aproximadamente 30% a eficiência logística em comparação com o vidro. A Aurora também aponta redução de até cinco vezes nas emissões de CO₂ e de cerca de 50% no uso de água durante os processos de limpeza e esterilização relacionados ao envase.

Se a garrafa construiu a história do Sangue de Boi, a caixinha agora abre um capítulo diferente. Com vendas crescendo em dois dígitos e milhões de litros comercializados, a Aurora coloca um de seus rótulos mais populares em uma embalagem ainda pouco associada ao vinho no Brasil e aposta que praticidade também pode ser uma porta de entrada para a taça.

@coopvinicolaaurora

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