The World’s 50 Best Vineyards anuncia lista ampliada de 51 a 100 para 2025
Ranking antecipa a cerimônia na Austrália e destaca Portugal como país com maior número de vinícolas na seleção global de experiências enoturísticas
O ranking mundial que celebra as melhores experiências de enoturismo acaba de divulgar a lista ampliada com as posições de 51 a 100, antecipando a cerimônia oficial do The World’s 50 Best Vineyards 2025, que acontecerá no dia 19 de novembro em Margaret River, na Austrália Ocidental. A seleção reúne propriedades vitivinícolas de seis continentes que se destacam por proporcionar experiências únicas aos visitantes, unindo vinhos de excelência, paisagens deslumbrantes, gastronomia e hospitalidade.
A lista é elaborada a partir dos votos de mais de 700 especialistas internacionais da indústria do vinho, entre sommeliers, jornalistas, consultores e profissionais de turismo. Cada jurado indica sete vinhedos abertos ao público que considera entre os melhores do mundo. O resultado final serve de guia global para enoturistas e para a valorização das regiões produtoras.
O levantamento deste ano reúne 38 regiões vinícolas e 18 novas entradas, com destaque para destinos da Europa, América do Sul, África, Oceania, Ásia e América do Norte. A nova entrada mais alta é a Wairau River Wines, de Marlborough, na Nova Zelândia, que ocupa a posição número 52. Entre as estreias mais relevantes estão também a Bodegas Arzuaga, em Ribera del Duero (Espanha, nº 64), e o Château Buera, em Kakheti (Geórgia, nº 72).
A Europa lidera em número de representantes, com 33 vinícolas, incluindo 11 estreias. A Itália volta com força à lista com nomes como Azienda Agricola Arianna Occhipinti, na Sicília (nº 78), Masi Cellars, em Veneto (nº 83), e Casanova di Neri, na Toscana (nº 87). O Piemonte tem Marchesi di Barolo (nº 80), enquanto Castello Banfi (nº 61) e Tenuta Cavalier Pepe (nº 81) completam o conjunto italiano.
Portugal é o grande destaque de 2025, com oito vinícolas na lista — o maior número entre todos os países. O Vale do Douro concentra seis delas: Quinta do Seixo (Sandeman, nº 62), Quinta do Bomfim (Symington Family Estates, nº 66), Quinta do Crasto (nº 67), Quinta do Noval (nº 73), Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo (nº 74) e Quinta do Vallado (nº 84). A Herdade do Esporão, no Alentejo (nº 69), e a Taylor’s Port Cellars, no Porto (nº 85), completam o elenco português.
A França aparece com sete vinícolas, três delas na região de Champagne: Veuve Clicquot (nº 51), Moët & Chandon (nº 57) e Philipponnat (nº 76). Bordeaux emplaca o Château Pichon Baron (nº 60) e Cos d’Estournel (nº 97), enquanto a Borgonha tem o Domaine Faiveley (nº 59) e o Vale do Ródano é representado por M. Chapoutier (nº 77).
Na Espanha, além da Bodegas Arzuaga, figuram a Bodegas Muga (Rioja, nº 53) e a Bodegas Granbazán (nº 86). O Reino Unido tem duas casas em destaque: Leonardslee Family Vineyards (Sussex, nº 56) e Balfour Winery (Kent, nº 96). A Hungria volta a Tokaj com Tokaj-Hétszőlő Organic Vineyards (nº 58) e Disznókő (nº 63). Outras presenças europeias incluem Domäne Wachau (Áustria, nº 68), Weingut Tement (Áustria, nº 82), Midalidare Estate (Bulgária, nº 54), Château Mukhrani (Geórgia, nº 75) e Château Buera (nº 72).
Na América do Sul, a Argentina domina com cinco representantes: Sitio La Estocada (Mendoza, nº 91), Finca El Paraíso – Luigi Bosca (nº 70), Bodega DiamAndes (nº 93), Bodega Lagarde (nº 95) e Bodega Bouza (Uruguai, nº 55). O Chile aparece com a Clos Apalta, do Vale de Colchagua, na posição nº 65.
A África do Sul marca presença com quatro vinícolas, entre novas e reentradas: La Motte Wine Estate (nº 94), Hamilton Russell Vineyards (nº 99), Tokara Wine and Olive Estate (nº 71) e Delaire Graff Estate (nº 79), todas de Stellenbosch.
A Nova Zelândia apresenta três novas entradas: Wairau River Wines (nº 52), Greystone Winery (nº 89) e Felton Road (nº 98), além de Kumeu River Wines (nº 90) e Ata Rangi (nº 100). Já o Líbano aparece com o Château Kefraya (nº 92) e os Estados Unidos são representados por Beringer Vineyards, em Napa Valley (nº 88).
William Drew, diretor de conteúdo do The World’s 50 Best Vineyards, destacou que a lista ampliada é uma vitrine vibrante da excelência no enoturismo global e um reflexo da diversidade da produção de vinho em todo o mundo. Segundo ele, reconhecer vinhedos em seis continentes é também valorizar as pessoas por trás dessas experiências, que transformam o turismo do vinho em uma arte de hospitalidade e cultura.
A cerimônia oficial do The World’s 50 Best Vineyards 2025 será realizada no Amelia Park Wines, em Margaret River, na Austrália Ocidental, no dia 19 de novembro, com transmissão e cobertura nas redes sociais do evento.
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