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Bourgogne também combina com a sua mesa

Domingo de sol, a bola rolando na TV, a churrasqueira acesa, a praia esperando lá fora

Bourgogne* raramente aparece nesse cenário — na cabeça de muita gente, ela pertence a jantares formais e ocasiões raras demais. Mas essa é justamente a parte da região que ainda passa despercebida: a que cabe no dia a dia brasileiro, com todas as suas ocasiões de consumo — e não apenas nas datas marcadas no calendário.

Começa pela praia. Nada como um branco de Saint-Bris, a única Village AOC de Bourgogne dedicada ao Sauvignon Blanc, gelado na geladeira de isopor, para acompanhar um peixe frito ou uma casquinha de siri à beira-mar. É um vinho direto, cítrico, que pede pouco preparo e entrega frescor imediato — o tipo de garrafa que não exige cerimônia para ser aberta. Depois vem o futebol com os amigos. Ali, o que importa é um vinho fácil de servir, que circula entre taças enquanto o jogo rola.

Um branco de Saint-Véran ou Viré-Clessé, no Mâconnais, cumpre esse papel com sobra: Chardonnay solar, generoso, sem a formalidade dos grandes nomes de Bourgogne, mas com a mesma assinatura da região. É o vinho que some rápido, mais pela conversa boa do que pela pressa. O churrasco de fim de semana pede outra escolha. Um Pinot Noir da Côte Chalonnaise — Givry, Mercurey ou Rully — tem estrutura suficiente para acompanhar a carne na brasa, mas mantém a leveza e a acidez que fazem o vinho continuar agradável taça após taça, sem pesar no calor do encontro. É uma das combinações menos óbvias e mais certeiras que Bourgogne pode oferecer para essa ocasião tão brasileira.

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E chega o domingo de feijoada em família — parece um desafio para qualquer vinho, mas Bourgogne tem resposta. Um tinto com um pouco mais de corpo, como um Marsannay da Côte de Nuits ou um Savigny-lès-Beaune da Côte de Beaune, tem taninos macios o suficiente para não brigar com a gordura do prato, e acidez que limpa o paladar entre uma garfada e outra. É o tipo de vinho que segura a mesa por horas, junto com a família reunida.

O detalhe é que nenhuma dessas garrafas exige que o consumidor entenda tudo sobre Bourgogne. Basta olhar o rótulo: a palavra Bourgogne aparece em quase todas elas, seguida pelo nome de uma vila — Saint-Bris, Marsannay, Givry — ou de uma AOC Régionale, como Mâcon. É esse detalhe simples que aponta o caminho certo, sem precisar de curso de sommelier para escolher bem.

No fim, talvez a maior qualidade de Bourgogne não esteja nos rótulos mais falados, mas na capacidade de se encaixar em momentos que já fazem parte da rotina: a praia, o jogo, o churrasco, a mesa de domingo. Porque vinho bom não é aquele guardado para uma ocasião especial — é aquele que transforma qualquer ocasião em especial. E é aí que Bourgogne, com toda a sua tradição, se mostra surpreendentemente à vontade.

*Por que não traduzimos mais Bourgogne?
Assim como caipirinha, há nomes que atravessam fronteiras sem precisar de tradução. Bourgogne fala todas as línguas. Ao manter seu nome original, os vinhos reafirmam sua identidade e mantêm viva a conexão com suas raízes. Em qualquer lugar do mundo, é simplesmente Bourgogne.

Este conteúdo é um publieditorial oferecido por Bourgogne. Texto por Paulo Brammer.

Foto: BIVB / E. Drdyden

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