Vinhos

Vinum Itália promove degustação de vinhos inéditos no Brasil

A edição 2026 do Vinum Itália, realizada no hotel Ca´d´Oro em São Paulo, apresentou uma seleção de vinhos italianos ainda sem importador no Brasil

Realizado em parceria pela KDS Food & Wines International, de Karine de Souza, e pelo International Culinary Institute of Italy (ICIF), o evento teve por escopo a difusão da cultura enogastronômica italiana e reuniu, além de vinhos, produtos típicos da culinária do “país da bota”, como pães, embutidos e os azeites da histórica Casa Abbo, em atividade na Ligúria desde 1893.

Vinum Itália / Foto: Nelson Peixoto (@nelsoncsp)

Na parte enológica, o evento contou com a presença de representantes de vinícolas de diversas regiões da Itália, como Sergio Gozzelino e Poderi Fogliati (Piemonte), Buccia Nera e La Gerla (Toscana), Tenuta Ballasanti (Sicília), Tenuta San Marco (Lazio), Casa Setaro (Campania), Carvinea (Puglia), Galliussi e Pitars (Friuli), além dos produtores representados pelo Consórcio Vini Montovani (Lombardia). Dentre os vinhos apresentados, alguns destaques de cada região na degustação feita podem ser mencionados.

Karine de Souza / Foto: Nelson Peixoto (@nelsoncsp)

Da toscana, a Buccia Nera, vinícola orgânica localizada em Arezzo, não se limita aos bons Chianti, mas também ousa, com acerto, na elaboração de vinhos como o IGT Rosato e o IGT Rossorelativo, este último um claret agradável e fácil de beber, de Sangiovese (80%) complementada com Syrah (10%) e Malvasia (10%). Também da Toscana, a La Gerla, que no passado já foi importada para o Brasil, está pronta para voltar a nosso mercado, com vinhos como Sangiovese Poggio gli Angeli, Rosso di Montalcino, Brunello di Montalcino e Brunello di Montalcino Riserva, todos tendo em comum a marca da elegância.

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Da Sicília, chamou a atenção a mineralidade dos vinhos de solo vulcânico da Tenute Ballasanti, do Etna, da qual foram degustados um agradável branco da uva Carricante e três diferentes versões de tintos elaborados exclusivamente com a cepa local Nerello Mascalese, em diferentes microclimas (Donna Mara, Etna Rosso DOC e Nerello Mascalese Sicilia DOC).

Da clássica região do Piemonte, a Poderi Fogliati, que possui 7 hectares de vinhedos em Monforte e Castiglione Falletto, apresentou quatro vinhos bem elaborados, dois da safra 2023, Langhe Nebbiolo e Dolcetto d´Alba, e dois barolos da safra 2021, Treturne (mescla de diferentes vinhedos) e Bussia, todos com taninos finos, resultado de uvas de antigos vinhedos (80 a 90 anos) submetidas a extração longa e delicada e maturação em grandes barris austríacos de madeira.

Por fim, a vinícola friulana Galliussi exibiu vinhos de muito frescor, especialmente os brancos das cepas Friulano (antiga Tocai Friulano) e Pinot Bianco (neste caso, um vinho sem qualquer passagem por madeira e outro maturado por dois anos em barricas francesas novas) e os tintos de Merlot e da local Refosco dal Peduncolo Rosso.

Por: Nelson Peixoto (@nelsoncsp)

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